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ESPERANTINA: Polícia apreende documentos e conduz coercitivamente empresário suspeito de facilitar “Propinoduto de Bina”

9 de junho de 2015

Prefeitura de Esperantina

Após Ação Cautelar de Busca e Apreensão e Condução Coercitiva, ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE), a Polícia Civil realizou uma operação conjunta nas cidades de Esperantina e Imperatriz-MA, que resultou na apreensão de documentos e na condução coercitiva do empresário Raildo Araújo Matos e do pregoeiro Ronilson Silva Soares, envolvidos em um suposto esquema de fraudes em licitações na prefeitura de Esperantina.

De acordo com o Promotor de Justiça Paulo Sérgio Ferreira de Almeida, o MPE vem acompanhando e colhendo informações sobre irregularidades praticadas na gestão municipal entre os anos de 2013 e 2015. “Recebemos informações de que, desde o início da atual gestão, vem ocorrendo desvios de dinheiro público por meio de contratos e licitações fraudulentas, praticados, sobretudo, pelo prefeito, secretários e empresários”, comentou o Promotor de Justiça.

Durante as investigações, foi constatado que Raildo Matos prestava serviços à prefeitura de Esperantina por meio de suas empresas R.A. Matos Indústria e Comércio (ME), J.K.S. Alves e Cia Ltda. (ME) e R.L.S. Matos e Cia Ltda. Em 2015, após perder a licitação para a prestação do serviço de transporte escolar, construção de bueiros e limpeza pública, Raildo abandonou a realização das obras já iniciadas sob sua responsabilidade e, com a ajuda de Ronilson Soares, pregoeiro do município, evadiu-se do município, levando toda a documentação referente às licitações, prestações de contas, entre outros documentos.

“Não restou alternativa ao MPE senão solicitar ao Poder Judiciário a busca e apreensão, a fim de obter as provas necessárias para viabilizar a adoção de providências judiciais e extrajudiciais em defesa da sociedade”, disse Paulo Sérgio.

Os mandados foram expedidos pelo Juiz de Direito Jefferson David Asevedo Ramos, da Comarca de Augustinópolis. A documentação apreendida, bem como o depoimento das pessoas conduzidas coercitivamente serão analisadas pelo Ministério Público Estadual e Polícia Civil.

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