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Em visita ao HGP, Luana constata que hospital está com lotação acima da capacidade

20 de maio de 2015

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Durante a visita que fez ao Hospital Geral de Palmas (HGP) nesta terça-feira, 19,  a deputada estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa, Luana Ribeiro (PR) constatou  que o hospital está com lotação acima de sua capacidade. Por causa disso,  muitos pacientes estão nos corredores à espera de atendimento, principalmente, de cirurgias.  De acordo com a coordenação geral do hospital, são  70 pacientes nos corredores, 200 leitos ocupados e 112 pacientes que esperam cirurgias nos anexos ( duas tendas) instaladas na unidade.

“Precisamos dar um jeito nessa situação, realizar mutirão, fazer uma força-tarefa para que esses pacientes sejam atendidos”, disse Luana.

A parlamentar foi acompanhada pelos médicos Wallace Andre, coordenador do Pronto Socorro;  Jales Paniago, diretor técnico do HGP; e Renata Duran, diretora geral do hospital.  “A transparência e a atenção com que a equipe nos tratou mostra um interesse dos profissionais em resolver o problema, mas  mais uma vez ficou claro que o que falta é boa gestão para a saúde”, observou Luana.

Pelos corredores

Luana conversou com os pacientes e ouviu as suas histórias de vida. Gente como o senhor Fernando Alves da Silva, que estava no corredor, e que há um ano e meio espera por um exame de arteriografia e uma tomografia.

Também à espera de atendimento, mas em uma das tendas, estava o senhor Frederico Gonçalves, 57 anos, que sofre da doença de Chagas e aguarda para colocar um marca-passo. E vai continuar esperando, porque o equipamento  que faz o procedimento cardíaco está quebrado. “Falaram que só daqui a três semanas para consertar”.  A coordenação do  HGP garantiu à parlamentar que a peça chegará em Palmas nesta quarta-feira, 20.

Luana criticou o desencontro de informações. “Observei que muitos pacientes padecem sem saber quando serão atendidos. Ficam 30, 40 dias, esperando sem nem ter um posicionamento”, disse. De acordo com a coordenação do HGP, vai ser implantado um boletim médico diário de informação dos pacientes.

Sobrecarregado

Luana também conheceu a história do senhor Valdeque Rodrigues dos Santos, 53 anos,  que trabalha na construção civil em Miracema e quebrou o braço em serviço. Ele dormiu no hospital numa cadeira de macarrão à espera de atendimento e ainda não tem uma previsão de quando fará a cirurgia. “Ocorre que os municípios menores como Miracema, Porto Nacional, Paraíso, Guaraí não estão mais realizando as cirurgias, nem as ortopédicas e isso tem sobrecarregado o HGP. A gestão precisa ser integrada”, apontou Luana.

Falta de material

Por vezes, falta material básico para o atendimento. A lista é extensa e prejudica muitos pacientes. É o caso da dona Luzia Machado Lima, 68 anos. Ela chegou às 7h e até às 11h não havia comido nada para fazer uma cirurgia de retirada de pedra na vesícula. Acompanhada do  genro João Ferreira dos Santos, ela contou que espera a cirurgia há 40 dias, e  provavelmente será adiada novamente por falta de material. “Pagamos uma consulta particular, em torno de R$ 1.500,00 reais de exames e nos propusemos a comprar o material para realizar a cirurgia, mas até agora nada”, disse o genro.

Médicos

O não pagamento dos plantões aos médicos também prejudica o atendimento no HGP. Para Luana, falta gestão. “Qualquer profissional que trabalha tem direito à remuneração. Vi o contracheque de um médico e me assustei com o valor, um profissional que salva nossas vidas merece ser reconhecido. Mesmo com esse desestímulo, observo que os médicos estão aqui, dedicados a fazer  o melhor”, afirmou. Semana que vem, Luana visitará o Hospital e Maternidade Dona Regina.

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