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Em greve há 21 dias, professores fazem protesto em Cristalândia

22 de agosto de 2014

cristalandiacristalandiacristalandiaProfessores e membros da comunidade de Cristalândia, a 175 km de Palmas, percorreram as ruas da cidade nesta quarta-feira (20) para protestar. Eles pedem que a gestão municipal cumpra os acordos firmados com os educadores no ano passado, quando a prefeitura prometeu efetivar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários. Os professores da rede municipal estão em greve há 21 dias.

Segundo uma professora, que preferiu não se identificar, há servidores que estão com salários defasados. “Alguns professores têm salários incompatíveis com o piso salarial”. Além disso, ela reclamou que a classe não está recebendo a gratificação, que faltam materiais didáticos nas escolas e que os alunos estão sem uniformes há dois anos.

Ao todo, 30 professores estão à espera de uma negociação com a prefeitura e afirmaram que só voltam para a salas de aula quando tiverem as reivindicações atendidas. Com a greve, 473 alunos da Escola Dom Jaime e mais 130 da creche municipal estão sem aula.

O diretor de Assuntos Municipais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Tocantins (Sintet), Joelson Pereira, disse que, em novembro do ano passado, durante uma negociação entre prefeitura e professores, a gestão prometeu aprovar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários em março deste ano.

O prefeito de Cristalândia, Wilson Júnior Carvalho de Oliveira (PP), disse que o município não tem recursos. “Como eu posso fazer acordo se eu não tenho como cumprir? Nós já demos 29% de aumento em quatro meses para os professores, a prefeitura não tem mais dinheiro”. Ainda segundo o prefeito, esta é uma greve política e que nas escolas não faltam materiais. “Nós estamos mobiliando as unidade, colocando ar-condicionado, os unifomes vão ser entregues agora, já estão prontos. Não foram feitos antes porque não tínhamos dinheiro”, disse ele.

O Sintet rebateu as afirmações do prefeito.”Nós fizemos um estudo e constatamos que a prefeitura tem recursos e a aprovação do plano de carreiras não excederá o limite prudencial da folha de pagamento, portanto eles têm condições de cumprir o acordo”, disse Joelson Pereira. (G1 TO).

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