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Em Belém, operários em greve fazem manifestação em frente a obras

18 de setembro de 2014

Na manhã dessa quarta-feira (17), trabalhadores em greve da Construção Civil fizeram manifestações em frente aos canteiros de obras de Belém que ainda não paralisaram suas atividades em Belém. A paralisação chega ao 13º dia e os manifestantes querem a adesão total dos trabalhadores e o pagamento da quinzena salarial da classe.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção do Pará (Stimcb-PA), apenas cinco empresas negociaram com o sindicato, aceitando o pedido de 10% de reajuste e a cesta básica no valor de R$ 40 reais, sem a cláusula de restrição do pagamento para quem faltar mesmo que respaldado por atestado médico.
Em nota, o Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará esclarece que o pagamento salarial dos trabalhadores do setor é mensal com adiantamento quinzenal de 40%, o que foi pago pelas construtoras, mesmo aquelas que estão com os canteiros de produção paralisados.

Segundo o Sinduscon, a maioria das obras não está funcionando porque grupos do movimento grevista estão obstruindo o acesso dos trabalhadores, desrespeitando o direito constitucional de ir e vir de cada cidadão.

O Sinduscon afirma ainda que os trabalhadores do setor da construção decidiram entrar em greve sem cumprir o rito processual de comunicação, e apesar de respeitar o direito de greve, não negociará os dias não trabalhados.

Entenda o caso

No dia 4 de setembro, cerca 8 mil trabalhadores da Construção Civil paralisaram as atividades e realizaram passeatas em vários pontos da cidade. O sindicato dos trabalhadores pede melhorias trabalhistas e reajuste salarial de 12% para toda a categoria. Em reunião, o Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA) propôs R$ 40 de cesta-básica, 6,5% de reajuste geral e 7% para os pisos. Não houve acordo entre as partes. (G1 PA).

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