Na reta final da campanha ao Senado, Eli Borges (Republicanos) vem ampliando sua presença entre eleitores conservadores e de direita que não mantêm ligação direta com o segmento religioso. A avaliação interna é de que o candidato ganhou espaço nesse público ao adotar uma defesa mais enfática de pautas associadas à direita.
A estratégia busca reposicionar Eli para além de sua base evangélica. O discurso de “verdadeiro candidato da direita”, as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa da abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte e as posições sobre família e costumes passaram a ocupar maior espaço nas manifestações do candidato.
A aposta acompanha um tema que influencia parte do eleitorado conservador. Pesquisa nacional Datafolha mostrou que o apoio ao impeachment de ministros do STF aumenta a possibilidade de voto para senador entre 34% dos entrevistados e reduz entre 31%; entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 49% disseram ver essa posição de forma positiva. Os dados ajudam a explicar a estratégia de crescimento de Eli Borges no Tocantins.
Para consolidar essa expansão, a campanha prevê ampliar a participação de lideranças nacionais da direita em vídeos, declarações e atos políticos. O objetivo é reforçar a identificação ideológica de Eli Borges e alcançar conservadores que ainda não haviam estabelecido vínculo com sua candidatura.


