Café Biquito
sábado, 10 de outubro de 2026
Café Biquito
Active Gym Fitness

Desvio no Dnit inclui obras no Pará

25 de julho de 2011

Ramificações do escândalo no Ministério dos Transportes começam a aparecer no Pará. Relatórios preliminares do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU) encontraram superfaturamento e indícios de desvio de dinheiro público em obras de estradas e de ferrovias no território paraense, como as BRs 163, 230 e 222.

De acordo com os dados parciais que O LIBERAL teve acesso, em apenas dois anos (2009 e 2010), o TCU encontrou no Estado superfaturamento superior a meio bilhão de reais em obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da Valec, estatal responsável pelas ferrovias.

Só na pavimentação da BR-230, a Transamazônica, no trecho entre os municípios de Medicilândia e Rurópolis, a auditoria do tribunal detectou quatro irregularidades, que somadas, chegam à cifra milionária de R$ 34.604.174,63. O valor corresponde a 25,5% da dotação orçamentária da obra (R$ 135.472.150,00). Além desse trecho, os fiscais encontraram irregularidades em mais outros cinco estados. Todas elas são de responsabilidade do Dnit e fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

No rol dos desvios na Transamazônica aparecem sobrepreço decorrente de itens considerados em duplicidade (R$ 1.052.066,73), quantitativos inadequados na planilha orçamentária (R$ 7.611.611,97), sobrepreço decorrente de preços excessivos frente ao mercado (R$ 24.814.000,36) e projeto executivo deficiente ou desatualizado (R$ 1.126.495,63). No relatório, os fiscais recomendam a Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional a paralisação imediata da obra.

Outro indicativo de desvio de dinheiro público aparece em trechos paraenses da ferrovia Norte-Sul, administrada pela estatal Valec. Segundo acórdão publicado no dia 13 de julho, foi identificado o indício de sobrepreço de aproximadamente R$ 420 milhões, apenas no caso do fornecimento de dormentes. Além desse caso, ainda foram identificados problemas como licitação direcionada, pagamento indevido, superfaturamento nos preços e falhas nas obras executadas.

BR-163

Os documentos parciais das auditorias do TCU e da CGU, não indicam irregularidades nas obras recentes da BR-163 (Cuiabá-Santarém). Entretanto, a rodovia não fica fora da série de denúncias de superfaturamento e cobrança de propina em obras ligadas ao Ministério dos Transportes. Com a demissão do único diretor petista do Dnit, Hideraldo Caron, na sexta-feira 22, ressurgiram os processos do qual ele aparece como “responsável” por sobrepreço ou superfaturamento. Em decisão proferida pelo TCU esse ano, Caron é acusado por supostas irregularidades em obras de construção de trecho rodoviário da BR-163 compreendido entre a divisa dos Estados de Mato Grosso e Pará e na cidade de Santarém. Segundo a acusação, ao se comparar o custo dos serviços necessários, as obras saíram pelo dobro do valor estimado, de R$ 334 milhões previstos, saltou para R$ 668 milhões. (O Liberal)

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
História anterior

TOCANTINS: Homem é atingido por cinco tiros em Palmas

Próxima história

MARANHÃO: Programa de Controle da Malária é referência na Amazônia‏