Pacientes do Servir e do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos pela rede privada complementar do Tocantins poderão ter consultas, exames, cirurgias e terapias eletivas suspensos a partir desta quarta-feira, 5 de agosto. A medida foi anunciada pelo Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto) e alcançará as instituições afiliadas, com preservação dos serviços cuja continuidade seja exigida por lei ou decisão judicial.
Segundo o sindicato, a decisão foi tomada após tentativas de negociação com o Governo do Tocantins por meio de reuniões, ofícios e notificações. A entidade afirma que não recebeu resposta aos documentos encaminhados e atribui a suspensão aos atrasos nos pagamentos pelos atendimentos já realizados. Antes de comparecer a uma consulta ou procedimento agendado, o paciente deve procurar diretamente a unidade prestadora para confirmar a manutenção do serviço.
Levantamento feito pelo Sindesto entre instituições associadas aponta aproximadamente 45 mil procedimentos e 6,5 mil pacientes atendidos mensalmente. As unidades consultadas reúnem 202 leitos ativos, 78 vagas de UTI, 17 salas cirúrgicas e mais de 5,6 mil profissionais. Os dados representam apenas parte dos estabelecimentos vinculados à rede complementar.
A entidade sustenta que a inadimplência tem afetado a compra de medicamentos, materiais hospitalares, órteses, próteses e gases medicinais, além da manutenção de equipamentos, pagamento de trabalhadores e contratos com fornecedores. O sindicato também alerta que eventual redução da capacidade da rede conveniada poderá transferir a demanda para outras unidades do SUS e ampliar as filas por procedimentos eletivos.
O presidente do Sindesto, Thiago Antônio de Sousa, afirmou que a categoria não pretende interromper a assistência de forma permanente e permanece aberta à negociação. A retomada dos serviços dependerá, conforme a entidade, da regularização dos pagamentos. Até a publicação desta matéria, não foi localizada manifestação oficial do Governo do Tocantins sobre o novo comunicado; o espaço permanece aberto para posicionamento. O impasse já vinha sendo discutido publicamente desde julho, quando o Sindesto cobrou um cronograma para os repasses.






