A Câmara Municipal de Brejo Grande do Araguaia iniciou um processo que pode resultar na cassação do mandato do vereador Jessé Costa Pereira, o Teté (PT), após a abertura de uma comissão processante para apurar possível quebra de decoro parlamentar. A medida foi tomada após denúncia formal apresentada por um eleitor, fundamentada no Decreto-Lei nº 201/1967, que trata de infrações político-administrativas.
O caso ganhou dimensão após a prisão em flagrante do parlamentar durante a “Operação Desvio de Conduta”, realizada por forças de segurança em conjunto com a concessionária de energia. Laudos técnicos apontaram irregularidades no sistema elétrico de um imóvel ligado ao vereador, com indícios de manipulação que teria reduzido significativamente o registro de consumo. A investigação resultou na autuação inicial por furto de energia, com possibilidade de reclassificação para estelionato, enquanto o vereador responde em liberdade após pagamento de fiança.
Nos bastidores, a abertura da comissão é vista como um movimento institucional para responder à pressão pública e preservar a imagem do Legislativo local. O processo segue rito formal, garantindo direito à ampla defesa, mas já reposiciona o cenário político na Câmara, com impactos diretos na correlação de forças internas.
Reações na Câmara expõem desgaste entre vereadores
A sessão que acolheu a denúncia contra o vereador Teté evidenciou um ambiente de forte tensão no Legislativo de Brejo Grande do Araguaia. Parlamentares se manifestaram publicamente sobre o caso, com discursos que alternaram entre a defesa da institucionalidade e críticas diretas à conduta investigada.
Entre os posicionamentos, vereadores ressaltaram que a aceitação da denúncia não representa julgamento antecipado, mas cumprimento do papel da Câmara diante de um fato que ganhou repercussão pública. Também houve manifestações de constrangimento com a situação, sob o argumento de que o episódio atinge a credibilidade do parlamento perante a população.
Por outro lado, falas mais incisivas trouxeram à tona detalhes técnicos da investigação para rebater alegações de perseguição política. O debate, que ultrapassou o campo jurídico, passou a incorporar elementos políticos e morais, ampliando a pressão sobre o desfecho do processo. O clima interno indica que a condução da comissão processante será acompanhada de perto, tanto por vereadores quanto pela opinião pública.





