Um pedido formal de informações foi feito nesta terça-feira, 5, pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SISEPMA) ao Fundo de Previdência de Araguatins (FUNPREV) e expôs a escalada de preocupação entre os servidores diante de um passivo milionário ligado à gestão previdenciária do município. O ofício solicita dados detalhados sobre repasses, situação financeira e eventuais dívidas, além de reivindicar participação direta no conselho do fundo. A iniciativa ocorre após a revelação de que a Secretaria Municipal de Saúde acumula débitos superiores a R$ 8 milhões, podendo chegar a R$ 17,4 milhões quando considerados acordos de parcelamento não cumpridos.
Os números colocam em evidência uma questão sensível: parte da dívida envolve valores descontados diretamente dos salários dos servidores, mas que não teriam sido repassados ao fundo. Esse ponto amplia a gravidade do caso, ao indicar possível retenção de contribuições previdenciárias. Paralelamente, o histórico de inadimplência em acordos firmados anteriormente reforça o cenário de fragilidade fiscal e levanta questionamentos sobre os mecanismos de controle e responsabilização dentro da administração municipal.
Apesar disso, o FUNPREV afirma ter alcançado metas atuariais nos últimos anos, o que revela um contraste entre a rentabilidade dos recursos disponíveis e o risco estrutural provocado pela ausência de repasses regulares. Especialistas apontam que esse tipo de desequilíbrio é particularmente crítico em regimes próprios de municípios menores, onde qualquer interrupção no fluxo de contribuições pode comprometer o pagamento de benefícios no longo prazo.
Diante do cenário, o movimento do sindicato sinaliza uma tentativa de ampliar a transparência e o controle social sobre a previdência municipal. Para os servidores, a preocupação vai além dos números: envolve a segurança de direitos futuros, como aposentadoria e benefícios. A situação também pressiona o poder público por respostas mais claras e medidas efetivas, enquanto abre espaço para eventual atuação de órgãos de controle, caso o impasse persista.





