A demora no acesso a consultas, exames e cirurgias na área de proctologia levou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) a acionar a Justiça para garantir atendimento à população de Araguaína e região. Por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Araguaína, foi ajuizada uma Ação Civil Pública com pedido de decisão urgente contra o Estado e o município, apontando falhas na oferta de serviços especializados no Hospital Regional de Araguaína (HRA), unidade referência para milhares de pacientes do norte do estado.
As investigações, iniciadas ainda em 2019, indicam agravamento contínuo da situação, com aumento expressivo da demanda reprimida. Dados atualizados até abril de 2026 revelam 505 solicitações pendentes para consultas em proctologia e 1.137 pacientes aguardando colonoscopia, exame essencial para diagnóstico precoce de doenças graves. Segundo o promotor de Justiça Helder Lima Teixeira, a estrutura atual é insuficiente, com apenas um especialista atuando na rede e limitações na realização de exames, frequentemente interrompidos por problemas técnicos em equipamentos.
Mesmo após audiências e tentativas de acordo desde 2022, não houve, segundo o MPTO, a apresentação de um plano eficaz para reduzir as filas. Na ação, o órgão pede que a Justiça obrigue Estado e município a reestruturarem os serviços e apresentarem, em até 30 dias, um plano conjunto com metas claras para ampliar o atendimento, atualizar cadastros e reduzir a espera. Também é solicitada indenização por danos morais coletivos, como forma de reparar prejuízos à população e evitar a repetição das falhas na gestão da saúde pública.





