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Alpa não existe por falta de apoio do Governo

25 de maio de 2015

Em correspondência dirigida esta semana ao senador Jader Barbalho, com quem também se encontrou em Brasília, o presidente da mineradora Vale, Murilo Ferreira, fez questão de deixar claro que não está descartado o projeto de construção da Alpa, a siderúrgica Aços Laminados do Pará, no município de Marabá. Ele deixou claro que o empreendimento não deslanchou, como deveria ter acontecido, entre outras razões porque o Governo do Estado não cumpriu os compromissos que havia assumido para viabilizar o projeto.

O ofício do presidente da Vale, contendo esclarecimentos sobre o fracasso do projeto Alpa e aconstrução da Siderúrgica do Pecém, no Ceará, foi motivado pelo enérgico protesto feito no dia 6 deste mês pelo senador paraense em correspondência endereçada à presidente Dilma Rousseff, com cópias para o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, para o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e para o próprio presidente da Vale, Murilo Ferreira. No mesmo dia, à tarde, Jader abordou o assunto da tribuna do Senado, em pronunciamento muito bem recebido em plenário.

Na correspondência dirigida à Presidente da República e aos ministros, Jader Barbalho fez um retrospecto da luta que vem sendo travada há quase meio século, pelas lideranças políticas e empresariais do Pará, com vistas à criação de condições adequadas para a verticalização da cadeia mineral no Estado. Com esse propósito, disse ele à imprensa, iniciou-se ainda na década de 1970 uma luta sem tréguas pela implantação, no Pará, de uma cadeia logística capaz de dar suporte não somente ao escoamento de minérios e da produção agropecuária, mas também à sua industrialização.

Como parte dessa estratégia é que deve ser contextualizada a defesa de obras como a construção das eclusas de Tucuruí, o derrocamento do Pedral do Lourenço e a consolidação da Hidrovia do Tocantins. Também se inserem no mesmo esforço, que persiste até hoje, a pavimentação das rodovias Transamazônica e Cuiabá/Santarém, a construção do terminal marítimo do Espadarte, em Curuçá, a ampliação da Ferrovia Norte/Sul até Barcarena e a ampliação do porto de Vila do Conde. (Diário do Pará)

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