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Acesso à internet é artigo de luxo no Pará

17 de maio de 2012

Apenas 13,7% dos domicílios paraenses têm microcomputadores com acesso à internet. Menos de um quarto das residências paraenses têm computador. É o mais baixo percentual de domicílios com micros e acesso a internet entre todos os Estados nortistas e o terceiro pior do País, atrás do Piauí e do Maranhão. Os dados são do Mapa da Inclusão Digital, divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas em parceria com a Fundação Telefónica.

O Nordeste é a região mais prejudicada do estado. Nela estão os municípios com menos domicílios com microcomputadores, como Cachoeira do Piriá e Augusto Corrêa, que não chegam a ter, separados, nem 3% de domicílios com computadores. Em São João da Ponta a situação é ainda mais grave, além de não ter 1% de suas casas com computadores, nenhum deles está conectado à internet. Essa realidade, inclusive, se repete em outras duas cidades paraenses, ambas localizadas na região do Marajó, Chaves e Gurupá. Falta de estrutura que exclui, digitalmente, mais de 55 mil paraenses, juntando os três municípios.

Em Belém a situação é contrastante, em relação às demais cidades do Estado. A capital está acima da média nacional de 41,1% de domicílios com microcomputador. Na cidade, 42,5% das residências têm um microcomputador, sendo que 34,2% delas estão conectadas à rede, percentual também acima da média nacional que marcou 33,2%. Ananindeua, que é o município paraense que mais se aproxima de Belém, nesse ranking, só contabiliza 33,1% de domicílios equipados com micros e 23,8% com computadores e conexão à internet. No entanto, Belém ocupa a 796ª posição entre todos os municípios do País, no item ‘microcomputador em casa’ e 650ª em relação aos computadores com acesso à internet.

São Caetano do Sul, em São Paulo, tem 77,62% de residências compostas com computadores entre os elementos da mobília. O município paulista também se destaca por ter 74,07% dos domicílios com acesso à internet. É a cidade com os maiores números, em todo o Brasil. São Lourenço, no Piauí, tem 0,43% de casas com micros, sendo que nenhum deles acessa a internet. Chaves e São João da Ponta completam o pódio dos três piores resultados encontrados no Ranking divulgado pelo estudo. ( O Liberal)

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