A denúncia feita pelo deputado estadual Jorge Frederico (PSDB) na Assembleia Legislativa do Tocantins, nesta terça-feira (28), adiciona um novo elemento de tensão ao cenário da saúde pública em Araguaína. Em plenário, o parlamentar afirmou que servidores do Hospital Regional de Araguaína (HRA) estariam sendo pressionados a demonstrar apoio a pré-candidatos ligados à base do governo estadual, sob risco de retaliações administrativas. A acusação, se confirmada, levanta questionamentos sobre o uso da máquina pública em ambiente eleitoral e sobre o impacto desse tipo de prática no funcionamento de uma unidade hospitalar já sob pressão.
O episódio ocorre em paralelo a outro dado que agrava o quadro: uma Ação Civil Pública do Ministério Público do Tocantins aponta filas expressivas para atendimento na mesma unidade, com mais de 500 solicitações pendentes para consultas em proctologia e mais de 1,1 mil exames de colonoscopia aguardando realização. Nos bastidores, a combinação entre denúncias de suposta interferência política e gargalos assistenciais tende a ampliar a cobrança por respostas da Secretaria de Estado da Saúde. Permanecem em aberto questões centrais: há investigação formal sobre as denúncias? quais medidas estão sendo adotadas para reduzir as filas? e, sobretudo, como garantir que disputas políticas não interfiram diretamente na rotina de profissionais e no atendimento à população?





