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domingo, março 1, 2026
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Volume de chuvas está abaixo do esperado no TO

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O volume de chuvas entre outubro de 2014 e janeiro de 2015 no Tocantins está abaixo do esperado. A conclusão é do núcleo de meteorologia da Universidade do Tocantins (Unitins). O órgão afirma que em algumas regiões choveu até mais do que era esperado, mas na maior parte do estado a situação é de estiagem em meio ao período chuvoso.

A situação, de acordo com o professor José Luís Cabral, do núcleo de meteorologia é nacional, e não afeta apenas o estado. O fenômeno El Niño atrapalhou o regime de chuvas em todo o território e tem causado problemas em todas as regiões do Brasil e em boa parte da América do Sul.

No Tocantins, de acordo com Cabral, a falta de regularidade está fazendo chover em excesso na região oeste, perto de Pedro Afonso e faz faltar água em regiões que são grandes produtoras de comida, como a região de Formoso do Araguaia. A região de Taguatinga, no sudeste, por exemplo, já sofre com a estiagem.

De acordo com a Defesa Civil do Tocantins, as piores médias são registradas em Paranã, Taguatina e Porto Nacional. As cidades têm 0,5%, 3,1% e 5,6% do volume esperado para o mês acumulado em janeiro. Os dados são referentes aos primeiros 19 dias do ano.

Vários setores estratégicos estão monitorando a situação. Apesar de todos destacarem a preocupação com as incertezas, ainda não existe crise imediata no sistema.

Energia

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) não comentou a possibilidade de paralisação na produção. O órgão  informou que a bacia do rio Tocantins, onde estão as quatro usinas hidrelétricas do estado, está com nível abaixo do normal para o período. Em 21 de janeiro os reservatórios estavam com 45% MLT. Essa é a unidade de medida da energia natural afluente, que na prática significa o volume de energia que pode ser produzido pela usina de acordo com o regime de chuvas no local.

Em 2014, no mesmo período, os reservatórios tinham 88% MLT e em 2013 eram 73%. No ano de 2012, quando choveu acima do esperado, a taxa ficou em 142% e as comportas foram abertas para dar vazão ao excedente.

Agricultura e Pecúaria

O agrônomo Genebaldo Queiroz, da Secretaria de Agricultura do Tocantins, afirmou que o cenário no estado é “de muita incerteza”. De acordo com ele, os técnicos da secretaria trabalham com duas possibilidades que podem trazer problemas para a produção.

A primeira é de que a chuva continue com esse regime irregular e que falte água para completar o ciclo do plantio. A segunda é o contrário, e a chuva que ainda não caiu chegar toda de uma vez e acabar destruíndo as lavouras. A ação da secretaria, de acordo com Queiroz, vai depender de como for a precipitação de agora em diante.

Abastecimento de água

Em nota, a Companhia de Saneamento do Tocantins (Saneatins) informou que tanto na capital quanto no interior, não há risco de desabastecimento por indisponibilidade de água. Em Palmas, a captação é realizada no Ribeirão Taquarussu, que oferece volume de água suficiente para abastecer a população e, desde a implantação de uma nova adutora de 10 quilômetros, em 2014, esse volume pode ser distribuído de forma uniforme na cidade.

No interior prevalecem sistemas híbridos, captação superficial  e captação de águas subterrâneas (uso de poços profundos), que captam água diretamente em aquíferos. São localidades onde as características geológicas facilitam a infiltração e permitem o armazenamento de água.

A Saneatins ainda informou que está investindo em regiões tradicionalmente mais expostas ao período de estiagem, com novas captações e construção de barragens, que garantirão o abastecimento regular ao longo do ano. (G1)

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