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domingo, janeiro 11, 2026
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TO apresenta potencial de Unidades de Conservação em congresso

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O Naturatins – Instituto Natureza do Tocantins é um dos patrocinadores e apoiadores do VII Congresso Brasileiro de Unidade de Conservação – CBUC, evento que acontece de 23 a 27 de setembro, no Centro de Convenções, em Natal, no Rio Grande do Norte. O congresso tem como objetivo debater com especialistas e técnicos em meio ambiente a contribuição das unidades de conservação para o desenvolvimento econômico da sociedade.

Durante o evento o Naturatins apresentará as maiores riquezas naturais do Estado, as quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral. Os Parques do Cantão, situado na região Centro-Oeste do Estado; do Jalapão, ao Leste; do Lajeado, localizado na região Central; e o Monumento Natural das Árvores Fossilizadas, ao Norte, serão destaques no estande montado para divulgação do Estado.

“Por ser considerado um dos mais importantes eventos sobre conservação da natureza na América Latina, entendemos que essa é uma oportunidade de levar um pouco do nosso Estado e, principalmente, trazer o resultado das experiências lá trocadas para a melhor gestão das Áreas Protegidas, assim como divulgar as ações realizadas no Estado referente às UC”, enfatizou o presidente do Naturatins, Alexandre Tadeu Rodrigues.

Áreas protegidas

O CBUC é um dos principais eventos internacionais que aborda as questões referentes às áreas protegidas e é promovido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. A edição deste ano tem como tema “Áreas protegidas: um oceano de riquezas e biodiversidade”e deve reunir cerca de 1.000 participantes entre gestores de unidades de conservação, cientistas e técnicos ligados à administração pública, instituições de ensino e pesquisa, entre outros. Juntamente ao evento, acontece o III Simpósio Internacional de Conservação da Natureza e a IV Mostra de Conservação da Natureza.

“Queremos apresentar no VII CBUC os papéis sociais e econômicos cumpridos pelas unidades de conservação – em especial as áreas marinhas. Elas desempenham uma série de funções e serviços que acabam se revertendo em benefícios para a sociedade”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário e coordenadora geral do VII CBUC.

Como exemplo deste binômio“desenvolvimento econômico e conservação” pode-se destacar que a proteção das paisagens naturais nas unidades de conservação reflete-se no impulso ao turismo, contribuindo para geração de renda e qualidade de vida de comunidades dos municípios localizados no entorno dessas áreas. Além disso, outros serviços ambientais são prestados pelas unidades de conservação como regulação do clima, proteção de mananciais, manutenção dos ciclos biológicos, conservação dos solos e encostas, entre outros.

Realidade

Segundo o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação do Ministério de Meio Ambiente, o Brasil possui atualmente 312 unidades de conservação federais, distribuídas nos biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal e Costeiro/Marinho. De acordo com as Metas de Aichi, constantes do Protocolo de Nagoya, no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (CDB) e da qual o Brasil é signatário, as áreas protegidas em todo o mundo deverão ser ampliadas: 17% de áreas terrestres e de águas continentais e 10% de áreas marinhas e costeiras deverão ser conservadas por meio de sistemas de áreas protegidas até 2020.

No Brasil, apenas a Amazônia já atende a essa meta. Entretanto, para os demais biomas, os números são preocupantes: o Cerrado, a Mata Atlântica e a Caatinga atualmente são protegidos em menos de 10%, enquanto no Pantanal, no Pampa e na Zona Costeira e Marinha a proteção não chega a 5% de seus territórios por unidades de conservação. A situação mais grave é da Zona Costeira e Marinha, que sofre grande ameaça em função da exploração intensa e desregulada de espécies de valor comercial e devido às mudanças climáticas. Além disso, apesar da sua importância, as unidades de conservação no Brasil estão ameaçadas por conta de medidas que visam a fragilizar a legislação que regula o setor e reduzir a extensão das áreas protegidas.

“O VII CBUC contribuirá para o avanço da articulação entre os diversos segmentos da sociedade na busca da valorização da preservação ambiental, pautado em bases científicas comprobatórias que os ecossistemas sadios trazem benefícios para a sociedade, superiores a mera exploração desregulada dos recursos naturais. É este debate que queremos trazer para o palco do CBUC”, ressalta Malu.

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