
Moradores de localidades da zona rural de Marabá, no sudeste do Pará, denunciam que os pequenos rios que cortam a região estão com volume de água reduzido e temem que eles desapareçam completamente.
“Era um rio de muita água. Tinha muita caça, agora acabou tudo”, conta o morador Paulo Sérgio, à margem do rio Vermelho, localizado na região da vila Sororó, na zona rural do município, ao relembrar que no passado era grande a movimentação de pessoas pescando no rio.
O agricultor Cristino Carvalho mora há mais de 20 anos na região e lamenta que a retirada de árvores, queimadas e o desmatamento possam ter comprometido a existência dos pequenos rios de Marabá.
“Estamos entrando em decadência: falta de água, rio se acabando, as coisas ficando cada vez mais ruins”, constata o agricultor.
Além da pouca chuva neste período do ano, outros fatores podem explicar o que vem acontecendo com os rios da região nos últimos anos.
“A maior causa é a retirada da mata ciliar. A principal fonte para se segurar matéria orgânica na margem de rio é a mata ciliar. O agricultor ainda não têm essa consciência, então a primeira coisa que eles fazem é derrubar a mata; eles acham que aquilo não vai intervir em nada. Eles derrubam para plantar arroz, mas infelizmente não vai segurar. Se continuar como está, e não houver um trabalho de recuperação da mata ciliar, esses rios menores, como o Sororó, o Itacaiúnas, a tendência dele é secar”, alerta o biólogo Manoel Ananis.






