Uma aeronave da empresa Heringer, modelo King Air BE 20, efetuou um pouso de emergência na manhã desta quarta-feira, 24, no Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, em Palmas. Segundo a assessoria de imprensa da Infraero, a aeronave de prefixo PRVIP, que trabalha com serviço de UTI aérea, declarou emergência e pousou às 10h52 do horário local. Por causa do incidente, a pista ficou interditada das 11 horas às 13h20, resultando em um voo cancelado e quatro voos atrasados.
A aeronave desceu sem o trem de pouso e acabou aterrissando de “barriga” na pista. Após o pouso, o Corpo de Bombeiros informou que atuou para conter um possível incêndio. Nenhum dos seis ocupantes ficou ferido. Os danos foram materiais, no trem de pouso, fuselagem e hélices. Quanto aos motivos que ocasionaram o pouso de emergência, a corporação disse que somente após a perícia as causas serão divulgadas.
A empresa, que presta serviços de UTI aérea para o governo Estadual, levava um recém-nascido para tratamento em Brasília (DF). Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SESAU), o voo havia saído de Dianópolis, na região Sudeste do Estado. Após o pouso, segundo a SESAU, o recém-nascido foi encaminhado para o Hospital e Maternidade Cristo Rei, e não houve qualquer alteração no quadro do paciente em decorrência do pouso forçado da aeronave.
Emergência
O superintendente da Infraero no Tocantins, Afrânio Mar, afirmou que foi acionado o sistema de emergência do aeroporto, disponibilizando caminhão contra incêndio e ambulância. “O aeródromo permaneceu impraticável até as 13h20, horário em que a nave foi retirada”, disse. Segundo o superintendente, quatro voos atrasaram e um foi cancelado.
O superintendente da Infraero disse não estar habilitado para falar as causas e pormenores do incidente. A diretora da empresa aérea, Eurídice Heringer, disse por telefone que não houve feridos no incidente, mas não quis se manifestar quais seriam as prováveis causas do pouso forçado.
Transtornos
Devido ao incidente e consequente interdição da pista, vários passageiros tiveram prejuízos. É o caso da encarregada de serviços gerais Regina Levandowski, que veio do interior do Rio Grande do Sul com uma amiga para visitar a irmã, a comerciante Neli Levandowski, que mora em Pau d’Arco, a 408 km de Palmas. O voo de Regina estava marcado para o meio-dia, mas só aconteceu às 18 horas.
Segundo Regina, a companhia aérea arcou com as despesas de alimentação e hospedagem, mas ela teve prejuízo de mais de R$ 200 em passagens de ônibus. “Já tinha feito o itinerário certinho e comprei as passagens de ônibus de Porto Alegre para minha cidade na noite de hoje [ontem]”, contou. “A empresa disse que não tem como pagar esse custo, então vai sair do meu bolso”, disse.
Neli, que acompanhou a irmã ao aeroporto, também teve prejuízo. “Como ela só embarca às 18 horas, vou ter que dormir em Palmas, já que não tem mais transporte para Pau d’Arco depois desse horário”, disse. “No meu caso, a empresa não pode fazer nada, porque não sou passageira, então vou ter que pagar a hospedagem sozinha”, lamentou. (JT)




