Uma maternidade na cidade de Grajaú, deixou de atender pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital São Francisco de Assis que cobre pelo menos cinco municípios, e que foi criado por uma missão católica na década de 1950, teve seus serviços suspensos.
Para a professora Andreia dos Santos Marques, que está no oitavo mês de gestação, a realidade do hospital também acaba complicando a sua situação, que se vê agora obrigada a pagar por um direito que, até então, era garantido por lei. “É um direito que está sendo tirado das mães grajuenses, que é poder ter um filho onde quiser e sem precisar pagar. É um alto custo e muitas pessoas não têm como desembolsar esse valor”.
O motivo do fechamento seria a suspensão dos recursos destinados pelo Ministério da Saúde para a Secretaria Municipal de Saúde de Grajaú. De acordo com informações de Alessander Costa, diretor administrativo do hospital, o dinheiro não estaria sendo repassado para a maternidade.
”Hoje nós precisamos destes profissionais médicos, os obstetras e anestesistas. Eles estão na ordem de 120 mil reais. Então, o hospital não tinha esse dinheiro para pagar esses honorários e infelizmente nós tivemos que fechar a maternidade”, explica o diretor administrativo do hospital.
O Hospital São Francisco de Assis foi construído pelo médico e religioso frei Alberto Bereta e é mantido pela Sociedade Beneficente São Camilo, com sede na cidade de Fortaleza, no Ceará.




