Cerca de 40% dos trabalhos de reconstrução da PA-150 já estão concluídos, seguindo o cronograma do governo do Estado, que pretende entregar a rodovia completamente restaurada em 2014. No trecho localizado entre os municípios de Goianésia do Pará e Marabá está sendo feita a ampliação da plataforma da estrada, com o acréscimo de cinco metros de acostamento, o que vai proporcionar mais segurança a quem transita pela PA, considerada uma importante via de escoamento da produção de grãos, agropecuária, mineral e biodiesel no Pará.
Ao todo, o volume de investimentos aplicados na obra chega a R$ 380 milhões, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mais de dois mil empregos, entre diretos e indiretos, estão sendo gerados desde o início das obras.
A rodovia possui cerca de 400 quilômetros de extensão. Ela foi construída para facilitar o escoamento da produção do sul, sudeste e nordeste do Pará, a partir do porto de Vila do Conde, integrando todos os municípios por onde passa e adjacências. Inicialmente, todas as pontes eram de madeira. Atualmente, todas são de concreto, com largura de 8,60 metros, em mão dupla.
A PA-150 liga os municípios de Moju a Marabá, passando por Goianésia do Pará, Jacundá e Nova Ipixuna, até chegar a Marabá. Por muito tempo, a rodovia foi considerada a estrada-tronco do Pará, porque formou um importante eixo de integração com outras rodovias que ligam a capital aos municípios do sul e sudeste do Estado, assim como as divisas do Estado com os Estados vizinhos do Mato Grosso e Tocantins.
Além disso, a PA-150 proporciona acesso à BR-230, interligando o leste ao oeste do Estado, e esta ao restante da região norte, e, na outra direção, à região Nordeste brasileira. Também liga Tucuruí, via PA-263, a Tomé-Açu, pelas PAs 256 e 475, ao Acará, pelas PAs 475 e 252, a Abaetetuba, via PA-252 e ao Arapari, pela PA-151.
Para o diretor de Transportes Terrestres da Secretaria de Estado de Transportes (Setran), Osmar Sampaio, a reconstrução da PA-150 prossegue em ritmo acelerado, com a restauração do pavimento, reciclagem e controle tecnológico do processo. Ele destaca a ampliação das pontes de concreto, que dos atuais 8,60 metros passarão para dez metros, e a construção de acostamentos nos trechos localizados entre os municípios de Goianésia e Marabá. “A qualidade do material usado vai proporcionar mais durabilidade da via e segurança para quem passa por ela no dia a dia”, afirma.
Para o vice-governador Helenilson Pontes, que esteve em Marabá inspecionando as obras do governo do Estado na região, a restauração da PA-150 significa um investimento em infraestrutura, mas, principalmente, no desenvolvimento do Pará e na melhora da qualidade de vida da população paraense. “A reconstrução da PA-150 é um dos mais importantes investimentos do governo na qualidade de vida do paraense e significa o resgate de um compromisso assumido com a população das regiões sul e sudeste do Pará”, asseverou.
Benefícios
O lavrador José Santana, 61 anos, mora em um sítio localizado nas proximidades das PA-150 e circula diariamente pela via, que é seu principal acesso, há pelo menos 60 anos, a Morada Nova e aos serviços de saúde, comércio e compra de alimentos. “Cheguei aqui quando ainda não havia estrada, só mesmo uma passagem para a gente. Houve um tempo que ela ficou meio ruim, e vi alguns acidentes. Hoje está bem melhor, e com acostamento vai ficar melhor ainda”, comentou.
Pela PA-150 circulam muitos caminhões, trazendo mercadorias para o Estado ou levando para os Estados vizinhos. O caminhoneiro Joaquim Mendes, 25 anos, de Gurupi, no Tocantins, usa a rodovia para transportar gado de lá e dos municípios do sul e sudeste do Pará à capital. Ele diz que já sente a diferença quando passa pelos trechos já reconstruídos. “Um acostamento ajuda bastante. Existem trechos que estão bem adiantados. Antes, quando passávamos por aqui, os buracos acabavam por estressar o gado, o que influencia na qualidade do animal que entregamos. Até isso está mudando”, observou.
Dos cerca de dois mil empregos diretos e indiretos gerados pelas obras de recuperação da PA-150, dois mudaram a vida do carpinteiro José Luis Ferreira Silva, 47 anos. Ele e o filho de 20 anos trabalham nas obras, e a renda obtida trouxe melhores condições de vida para a família. O carpinteiro refaz as cercas próximas ao acostamento que está sendo construído no trecho próximo a Morada Nova e distribui sementes de capim para sustentar a nova estrutura.
“Estou neste trabalho há três meses, eu e meu filho. Estávamos quase parados quando fomos chamados. Estamos ganhando bem para sustentar a nossa família”, disse, revelando que ajudou a empregar mais dez pessoas da comunidade que também estão trabalhando nas obras. A PA-150 deve ser entregue em junho de 2014.






