Manifestantes foram novamente às ruas de Palmas e protestaram contra o sistema de transporte público da Capital. O ato foi realizado nesta quarta-feira, 26. Outras reivindicações, como pedido de reforma política já e clamores para que os concursados do quadro geral do Estado sejam chamados também faziam parte dos cartazes e palavras de ordem, vistos e ouvidos na manifestação.
A caminhada começou por volta das 18h15 e cerca de 3.500 pessoas percorreram por volta de seis quilômetros. Em frente à Câmara Municipal, em coro, os manifestantes marcaram o próximo manifesto que deve acontecer no dia 3 de julho com concentração na Praça de Taquaralto às 17 horas.
Os manifestantes começaram a caminhada na Galeria Bela Palma, em frente à Praça dos Girassóis e seguiram passando pela Estação Apinajé, fizeram protestos em frente à sede do Grupo Jaime Câmara, seguiram para a Assembleia Legislativa e para o Palácio Araguaia terminando a manifestação em frente à Câmara Municipal de Palmas.
Enivaldo Chiesa, 68 anos acompanhou a movimentação e levou além da esposa, Neli Basso Chiesa, 59 anos, uma amiga da família, Maria Paula, 64 anos. “Estamos aqui lutando para que haja mais respeito pelo povo. Eu tenho facebook, é a segunda vez que participo da manifestação e vou participar de todas as que vierem. Vou continuar chamando amigos e conhecidos pelo facebook para virem protestar.”
Com 10 anos, Roriz Severo Lemes Rodrigues também participou da manifestação apoiado pela mãe, a professora Eliane Severo Pereira. “Nós fizemos uma oficina de confecção de cartazes na escola e viemos protestar por um país melhor”, disse o garoto.
Atos isolados Ao passarem pela Assembleia Legislativa alguns manifestantes jogaram pedras e quebraram alguns vidros da fachada do prédio. Bruno Adalberto da Silva, 20 anos, foi preso próximo à Câmara Municipal de Palmas acusado de pixar muros, placas e pontos de ônibus durante a manifestação.
UNE
Em nota a União Nacional dos Estudantes (UNE) cobrou um posicionamento do governador Siqueira Campos (PSDB) pedindo propostas para os problemas que o Estado enfrenta nas áreas da saúde, educação, bem como a aprovação imediata da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Universidade do Tocantins (Unitins) entre outras coisas. Questionado, o governo não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta edição. (JT)




