Policiais civis elucidaram o crime de latrocínio que vitimou o professor universitário Edivan Alves Pereira, em 26 de março deste ano, em Marabá, no sudeste do Pará. Após matarem a vítima, os criminosos subtraíram dela carro, motocicleta, televisores, telefones celulares e outros objetos. Dois acusados do crime foram presos depois de mandado de prisão preventiva expedido pela 4ª Vara Criminal de Marabá.
Dois menores, também envolvidos no crime, estão no Centro de Internação do Adolescente Masculino de Marabá. Eles foram apreendidos em cumprimento a mandados de internação expedidos pelo Juizado da Infância e Juventude. Durante as investigações, a Polícia Civil constatou que um deles conheceu a vítima em um bate-papo na internet, e convidou o outro menor para ambos conhecerem pessoalmente o educador. Eles passaram, então, a se relacionar afetivamente com a vítima.
Outro preso foi Rone Mota Rodrigues Reis, 27 anos, que escondeu os criminosos em casa, após o crime. Em visita à casa de Edivan, os infratores passaram a cobiçar o patrimônio e aparelhos eletrônicos da vítima, o que os levou ao planejamento do crime. Os adolescentes convidaram Paulo Geraldo de Freitas e outros dois maiores de idade a atuarem no crime. A vítima foi atraída para a localidade conhecida por “Geladinho”, em Marabá, onde foi ferida fatalmente ainda dentro do próprio carro, a golpes de faca. Após a vítima ser jogada na estrada, os criminosos ainda atropelaram o professor para ter certeza da consumação do crime.
Os policiais civis apreenderam as duas facas usadas no crime, o veículo da vítima e outros objetos, que foram submetidos à perícia técnica. A polícia iniciou os trabalhos de investigação a partir da linha de investigação do crime de latrocínio, pois ficou evidenciada a subtração de objetos do interior da casa da vítima pelos criminosos.
Quatro dias após o crime, de posse de laudos periciais, os policiais civis identificaram todos os envolvidos na ação criminosa. Após o trabalho de investigação, foram requisitadas junto ao Poder Judiciário as medidas cautelares, visando auxiliar o trabalho policial. Foram concedidas as custódias preventivas dos dois maiores de idade envolvidos no crime e a internação dos adolescentes.
Após o crime, os criminosos fugiram para o Estado do Tocantins, onde moram os pais de Paulo Geraldo. Nesse Estado, eles pretendiam vender alguns dos objetos roubados da vítima. Paulo foi preso em Tocantins, no último dia 11, especificamente em Praia Norte. Com ele, foram apreendidas máquinas fotográficas, datashow e câmera filmadora que pertenciam a Edivan. Em Marabá, foi preso ainda Rone Mota Rodrigues Reis, que tinha conhecimento do plano criminoso para matar e roubar a vítima. Rone ainda seria o responsável em dar segurança aos criminosos em sua própria casa após o crime.
A polícia continua as investigações para prender os outros envolvidos no crime que ainda estão foragidos. Segundo o delegado Ricardo Rosário, coordenador das investigações, a identificação dos acusados, prisões e apreensões só foram possíveis pelo trabalho conjunto feito com o apoio da superintendência da polícia no sudeste do Pará e da 21ª Seccional de Marabá, com respaldo do Poder Judiciário. (Walrimar Santos)




