A equipe do Projeto de Ação de Melhoramento Genético do Rebanho Tocantinense visitará cerca de 200 propriedades, nos municípios do Bico do Papagaio para realizar mais de 600 procedimentos de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF).
O trabalho será realizado nos próximos dez dias, inicia nesta quinta-feira, 18 e vai até 28 de abril. O Projeto de Melhoramento é desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário (SEAGRO) e desde 2008, já beneficiou mais de 300 propriedades rurais, totalizando 15 mil matrizes inseminadas em todo o Estado.
Os procedimentos neste ano tiveram início no mês de fevereiro, atendendo as propriedades cadastradas da região Central e Sudeste. De acordo com a médica veterinária da SEAGRO, Arlette Mascarenhas, nesta etapa, os produtores beneficiados são dos municípios de Axixá, Palmeiras, Santa Terezinha, São Bento, Angico, Cachoeirinha, Luzinópolis e Nova Olinda. No primeiro momento, são selecionadas as matrizes e aplicados os hormônios. “Dez dias depois é realizado o protocolo de IATF, que faremos nestes dias.
Posteriormente faremos outra visita para a confirmação ou não da prenhez”, explica. Segundo a veterinária, as ações de melhoramento genético garantem maior produtividade dos animais, reduzindo custos dos produtores. Ainda segundo Arlette, vários municípios já têm animais adultos que são frutos de inseminações do projeto, aumentando o volume diário de leite da propriedade. “Isso porque as vacas aneloradas recebem sêmens de raças leiteiras como a girolando e gir, num processo de apuração e melhoria do grau de sangue”, afirmou Arlette.
Adesão
Para participar, o produtor deve apresentar comprovantes de vacinação do rebanho e de exames, além de mencionar o peso, a idade das matrizes e confirmar informações sobre questão sanitária e nutricional do rebanho. Todos os dados devem ser repassados ao escritório do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (RURALTINS) no seu município ou na sede da SEAGRO, em Palmas. A SEAGRO custeia o laboratório móvel de melhoramento genético e os técnicos que realizam as inseminações. Já os produtores ficam responsáveis pelo exame de brucelose dos animais e pela aquisição dos sêmens que serão utilizados nos procedimentos. Revisão: Andressa Figueiredo




