O Centro de Controle de Zoonose de Marabá (CCZ) de Marabá pretende retirar das vias públicas animais de grande porte como cavalos, burros e jumentos, que durante a noite vagueiam pelas ruas, soltos pelos donos, em geral carroceiros, levando perigo ao trânsito e algumas vezes até causando acidentes ou mesmo se acidentando ao cair em bueiros ou valas.
O problema maior, porém, segundo a gerente do CCZ, Ana Carolina Fernandes Marreiros, é a recusa dos proprietários em recolher a taxa devida ao CCZ para liberar os animais apreendidos. Além disso, levam muito tempo para resgatá-los.
De acordo com ela, existe uma legislação de 1998 que não estava sendo cumprida à risca e determina o seguinte: o dono do animal recolhido pela primeira vez paga uma multa de R$ 29. Na segunda vez, esse valor dobra e, na terceira apreensão o proprietário perde a posse do animal, que passa a fazer parte do patrimônio do município e é oferecido para adoção.
“Como essa lei não estava sendo cumprida, há um pessoal que está tomando um choque em função disso. Eles querem que o animal passe dois meses aqui. Mas, após esse tempo, já foi doado”, relata Ana Carolina, explicando que, o CCZ por enquanto não está cobrando diárias nem transporte.
Ela chama atenção para o fato de que, muitas vezes, o Centro de Controle de Zoonose apreende até sete animais do mesmo proprietário. “No entanto, o dono só quer pagar a taxa correspondente a dois ou três”.
“Tenho de explicar que aqui não é órgão privado e que não podemos fazer promoção. Não recebemos dinheiro, emitimos o Documento de Arrecadação Municipal (DAM) que vai com nome e CPF do interessado e o boleto é impresso na Secretaria de Gestão Fazendária (SEGFAZ) para entrar na conta da prefeitura”, detalha a gerente do CCZ.
Ana Carolina, que assumiu há 70 dias, destaca que desde o seu primeiro dia de trabalho no órgão que detectou esse problema.
Precariedade
A médica veterinária afirma que quando entrou no CCZ o serviço de carrocinha não funcionava havia 90 dias, os plantões estavam cortados, havia também muita gente sem portaria de nomeação e o prédio estava extremamente abandonado.
Devido um problema no carro do Centro de Controle de Zoonose, somente há 20 dias a carrocinha começou a funcionar.
Quanto à vacinação antirrábica esta começa na próxima segunda-feira, dia 22. O trabalho será feito de casa em casa, começando pela Nova Marabá. A expectativa é de que sejam vacinados 55 mil animais. “Essa campanha é a que não houve em novembro, estamos fazendo agora para recuperá-la. Não sei ao certo porque não houve, mas o problema não foi à vacina”, lembra ela.
Reforma
Começou nesta terça-feira, 16, o processo de licitação da reforma do prédio do CCZ, nele será feito trabalho de ampliação do canil, o qual, segundo a gerente está em condições precárias. “Temos de emendar com cordas para poder segurar o portão. Se não os animais fogem. Está tudo sucateado, não há nenhuma lâmpada funcionando normalmente e dias atrás não tínhamos nem água. Agora é que está melhorando”, lamenta a gerente do órgão.(Emilly Coelho)




