Faltam médicos e remédios para índios de 118 famílias da etnia Apinajé da Aldeia São José, município de Tocantinópolis. Sete índios estão com calazar e duas crianças estão internadas no Hospital Municipal de Tocantinópolis, sendo uma com pneumonia e a outra com diarreia. Na última semana foi mostrado que mais de 30 crianças adoeceram no último mês com quadro de virose devido às más condições de saúde da aldeia.
A reportagem encontrou nesta segunda-feira, 8, o posto de saúde fechado e com uma placa na porta anunciando que não havia remédios. De acordo com o cacique da aldeia, José Eduardo Dias Pereira Apinajé, além dos índios da Aldeia São José, o posto seria para atender mais sete aldeias circunvizinhas, cerca de 900 apinajés. “Já estamos há quatro meses sem remédios e não temos médico. A enfermeira e o os dois técnicos de enfermagem só vêm a aldeia a cada 15 dias. Aí ficamos assim, sem assistência médica. Quatro índios idosos já morreram por falta de atendimento”, contou.
Além da falta de atendimento, o posto está precário, com o forro caindo, cadeiras quebradas e a sala que seria para ser um consultório serve como depósito. De acordo com Maria das Graças Apinajé, os quatro netos dela estiveram doentes nestes últimos dias com febre e diarreia, sendo que um ainda está doente. “Tive que fazer chás e remédios caseiros porque não havia remédios no posto”, contou. (JT)




