A saída de fato da Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (Pró-Saúde), que deveria ocorrer ontem, foi novamente adiada. O termo de recisão entre a organização e o governo foi assinado no dia 10 de julho do ano passado e desde então foi prorrogado duas vezes: em outubro de 2012 e janeiro deste ano. A secretária de Saúde do Estado, Vanda Paiva, afirmou que a organização social detém atualmente poucos serviços nos hospitais e que as licitações estão sendo concluídas para que a saída seja efetivada.
Vanda explicou que restam apenas duas licitações a serem concluídas e que a rescisão do contrato com a Pró-Saúde ainda este mês depende da conclusão dessas licitações. “A Pró-Saúde não está à frente de nenhum hospital desde o dia 31 de janeiro [deste ano]. Agora só faltam alguns detalhes a serem concluídos para que a organização saia efetivamente.”
Dívida
Questionada sobre a dívida contraída com a organização, a secretária afirmou que parte dela já teria sido liquidada e que a Secretaria da Saúde do Estado (SESAU) está realizando auditoria nas contas com a organização para levantar a dívida total. Conforme a assessoria de comunicação da SESAU, uma reunião será realizada na próxima semana para acertar últimos detalhes para a transferência definitiva da gestão dos hospitais.
Em entrevista no dia 31 de janeiro deste ano, Vanda Paiva afirmou que o valor da dívida com a organização seria de cerca de R$ 40 milhões. “O valor está sendo avaliado por uma auditoria e a proposta da Pró-Saúde é que o pagamento seja feito em oito parcelas. No entanto, o valor total só pode ser fechado após a finalização das rescisões e dos contratos. A partir de então será definido o cronograma de pagamento”, frisou a secretária na época.
O diretor da organização, Rogério Kuntz, confirmou a realização da auditoria e garantiu que a Pró-Saúde apenas sairá dos hospitais quando o governo tiver o total comando da unidades. “Essa transição está sendo levada de forma gradativa porque se a organização sair nesse momento, sem que a secretaria tenha condições de assumir, a população é que terá prejuízos”, explicou. O diretor não mencionou valores da dívida do governo com a instituição. (Jornal do Tocantins)




