A Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq) apresentou, na tarde desta segunda-feira, 25, para 15 entidades relacionadas com a produção de pescado, o decreto que impede a saída do produto do Pará para outros estados, com o objetivo de garantir o abastecimento na região durante o período da Semana Santa. A reunião serviu também para se debater formas de controlar o preço do pescado com o objetivo de facilitar a compra do produto pela população de baixo poder aquisitivo.
Segundo a diretora de Pesca da Sepaq, Jossandra Pinheiro, entre os dias 27 e 28 de março, as tradicionais feiras do Peixe Vivo e do Peixe Popular serão realizadas em 14 pontos espalhados pela capital e municípios do interior do estado, comercializando, com preços reduzidos, os tipos de pescado mais consumidos pela população. “A tabela de preços foi criada a partir de um acordo entre a Sepaq e Sindicato das Indústrias de Pesca. Serão dois dias de pontos de venda com o preço mais barato, a fim de garantir o pescado para a Semana Santa” explica.
O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Raimundo Sena, explica que todos os anos no mês de novembro o preço do pescado começa a subir, fechando o ano em alta. Em janeiro, conforme explica Raimundo Sena, houve um reajuste de 10 a 40% acima da inflação e, de acordo com os levantamentos realizados pelo Dieese, a tendência é que os preços continuem a subir nos próximos meses.
“Se continuar a subir nesse sentido, as famílias de baixo poder aquisitivo não poderão comprar o pescado para a Semana Santa. Então, nós juntamente com a Sepaq e a Secretaria Municipal de Economia (Secon) antecipamos essa reunião com os produtores de pescado, a fim de evitar que os preços fiquem muito altos e dificulte a compra do produto na Semana Santa” revela.
O acordo firmado com os produtores de pescado no Pará propõe baixa nos preços de seis tipos de pescado mais consumidos. São eles: bagre, hoje comercializado a R$ 6,99 e que no período da Semana Santa será vendido a R$ 3,90; a dourada pequena, que é comercializada a R$ 12,63 e passará a ser vendida a R$ 6,60; a pescada branca, que custa R$ 9,42 e terá o preço reduzido para R$ 5,60; a pescada Gó, tabelada a R$ 9,46 atualmente e que terá valores reduzidos para R$ 5,60 na Semana Santa; além da piramutaba, que passará de R$ 9,99 para R$ 4,10 e a corvina, que hoje custa R$ 10,58 e passará a valer R$ 6,60.
Os órgãos que participaram da reunião foram: Secon, Dieese, Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Autarquia de Mobilidade Urbana de Belém (Amub), Polícia Civil, Policia Militar, Polícia Rodoviária Estadual e Federal, Secretaria de Estado de Fazenda (Sefa), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), Associação Paraense de Supermercados (Aspas), Associação dos Feirantes de Belém, Batalhão de Polícia Ambiental, Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Associação dos Balanceiros do Pará, Sindicato dos Peixeiros do Pará, Prefeitura de Ananindeua, Sindicato dos Aquicultores do Para, Ministério Público Estadual, Cooperativa dos Pescadores Artesanais e Armadores de Pesca, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Capitania dos Portos do Pará. (Pablo Almeida)




