Moradores da rua 31 de Março nas proximidades do cruzamento com a rua Getúlio Vargas, fizeram contato com o site para denunciar a inoperância da Vigilância Sanitária, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Naturatins, quanto a criação ilegal de suínos nesta região da cidade, praticada por alguns moradores.
Segundo os denunciantes, várias solicitações verbais e por escrito, foram encaminhadas aos orgãos e nada foi feito. Além de doenças, o mau odor é forte e desagradável, causando diversos incomodos durante o dia, afirmaram os moradores que fotografaram os locais. Outro ponto abordado pelos moradores foi que os dejetos dos porcos escorrem para um brejo que desagua no Rio Taquari.
“A comunidade sofre mais nas épocas das chuvas pois o mau cheiro fica insuportavél em todo o setor. Pedimos as autoridades que seja tomada as medidas possíveis para resolver este problema de Saúde Pública”, disseram os moradores.
Os efeitos
A criação de porcos na zona urbana pode causar a Neurocístisercose. Essa patologia é transmitida pelo suíno. Os porcos se infestam ao ingerir fezes humanas que contém ovos da Taenia solium, os quais se transformam em larvas (cisticercos) e se instalam nos músculos onde produzem cisticercose e no cérebro onde produzem neurocisticercose.
Os problemas sanitários são preocupantes com a criação de suínos na zona urbana de Araguatins. Por se tratar de uma produção clandestina, as condições higiênicas (resíduos e sujeiras junto às moradias) e ambientais próprias da produção devem ser consideradas na hora de se avaliarem tanto a qualidade de vida do criadores, quanto o estado sanitário dos porcos que são consumidos ou comercializados.
Os restos de comida provenientes das residências e estabelecimentos comerciais como padarias, supermercados, restaurantes, restos de peixes, frutas e verduras são em sua maioria a alimentação desse tipo de porcos criados na zuna urbana, onde os criadores realizam, em suas moradias, a separação-classificação do alimento, sem nenhum controle. Apesar de se tratar de matérias orgânicas putrescíveis, criadores de porcos urbanos não realizam nenhum tipo de tratamento nos alimentos que entregam a seus porcos.
Vale lembrar que o armazenamento de alimento realizado em condições precárias pode originar problemas com roedores e insetos, agravados pelas características urbanas onde se desenvolve a atividade. Além disso, a estrutura de comercialização e os modos de preparo e consumo devem ser considerados como importantes oportunidades de possíveis problemas sanitários e contaminação.




