O Pavilhão da Mineração se consolidou como um dos espaços de maior movimentação da Agrotins 2026 ao reunir tecnologia, educação interativa e oportunidades de negócios voltadas ao setor mineral tocantinense. Instalado no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha, em Palmas, o ambiente chamou atenção pela experiência imersiva oferecida aos visitantes, incluindo simulações de relevo, formação de rios e chuvas em tempo real por meio de realidade aumentada. A iniciativa buscou aproximar a população de temas ligados à mineração, hidrografia e geologia de forma acessível, dinâmica e educativa.
O espaço também reuniu empresas privadas, órgãos públicos e instituições técnicas ligadas à atividade mineral, evidenciando o crescimento do setor no Tocantins. Entre os destaques estiveram exposições de rochas e minerais, projetos de beneficiamento mineral, apresentações sobre sustentabilidade, hidrogeologia e novas tecnologias, além do lançamento do 1º Mapa Hidrogeológico do Tocantins, considerado estratégico para o planejamento dos recursos hídricos e minerais. Pequenos empreendedores ligados ao artesanato mineral também utilizaram a feira como vitrine para ampliar negócios e divulgar produtos produzidos no estado. O presidente da Agência de Mineração do Tocantins, Eduardo Moraes, afirmou que o pavilhão foi planejado para aproximar os visitantes das potencialidades do setor mineral tocantinense, destacando que o espaço foi estruturado com foco em organização, modernidade e interação para acompanhar o crescimento da mineração no estado.

Segundo dados apresentados pela Agência Nacional de Mineração, a atividade mineral movimentou mais de R$ 2 bilhões no Tocantins e manteve crescimento impulsionado pela exploração de ouro, fosfato, cobre, níquel e terras raras. O setor também ampliou arrecadação, geração de empregos e atração de investimentos privados, especialmente em municípios como Monte do Carmo e Almas. Para fortalecer a cadeia produtiva, o Governo do Tocantins adotou medidas voltadas à qualificação profissional, articulação institucional e modernização do ambiente regulatório da mineração.
Além do impacto econômico, o Pavilhão da Mineração reforçou o debate sobre desenvolvimento sustentável e responsabilidade ambiental dentro da atividade mineral. Empresas, especialistas e representantes do setor defenderam que a expansão da mineração no estado estivesse associada à inovação tecnológica, ao diálogo com as comunidades e à adoção de práticas sustentáveis. A presença de instituições como Companhia de Mineração do Tocantins, Serviço Geológico do Brasil e Agência de Mineração do Tocantins fortaleceu a proposta de transformar o espaço em referência para integração entre conhecimento técnico, empreendedorismo e desenvolvimento regional.





