Um cenário de preocupação dentro da pré-campanha da senadora Professora Dorinha ao Governo do Estado tem ganahdo força nas últimas semanas. Apesar da alta aprovação administrativa do governador Wanderlei Barbosa, aliados avaliam que o capital político do chefe do Executivo não estaria se convertendo automaticamente em transferência de votos para a aliada. Desde a oficialização do apoio, interlocutores políticos observam que a pré-candidatura de Dorinha enfrenta dificuldades para ampliar sua presença popular.

A leitura nos bastidores vem ganhando força com a analise dos resultados das eleições municipais de 2024 nas principais cidades do estado, onde todos os candidatos apoiados por Wanderlei tiveram derrotas flagorosas. Em Palmas, a deputada estadual Janad Valcari acabou derrotada no segundo turno após Wanderlei embarcar de “cabeça” na campanha. Em Araguaína, o então candidato apoiado pelo Palácio Araguaia, Jorge Frederico, teve desempenho muito abaixo do esperado diante da ampla vantagem conquistada pelo prefeito reeleito Wagner Rodrigues. Situação semelhante ocorreu em Gurupi, onde Eduardo Fortes acabou derrotado por Josi Nunes, além de Paraíso do Tocantins e Porto Nacional, onde os candidatos alinhados ao governador também não conseguiram vitória.
Nos bastidores políticos, a avaliação é que os resultados municipais passaram a alimentar dúvidas sobre o chamado “poder de transferência” do governador para eleições majoritárias. Analistas observam que parte do eleitorado tocantinense demonstra tendência de separar aprovação administrativa de alinhamento automático em disputas eleitorais. Esse comportamento pode obrigar campanhas apoiadas pelo grupo governista a investirem menos na dependência da imagem institucional e mais na construção de identidade própria, presença regional e comunicação direta com segmentos populares e lideranças locais.
Outro efeito percebido no ambiente político envolve a movimentação silenciosa de aliados e partidos do centro político, que acompanham atentamente o desempenho das primeiras pesquisas de intenção de voto antes de definirem posicionamentos definitivos para 2026. Nos bastidores, interlocutores avaliam que, caso a percepção de dificuldade eleitoral persista, pode haver ampliação das negociações por novas composições partidárias, reavaliação de alianças e fortalecimento de candidaturas consideradas mais competitivas no interior do estado. A disputa, que ainda está em fase pré-eleitoral, tende a ser marcada por forte influência da popularidade regional, capacidade de mobilização municipal e desempenho nas grandes cidades tocantinenses.





