O deputado federal Eli Borges oficializou nesta quarta-feira (1º de abril) sua filiação ao Republicanos e confirmou a pré-candidatura ao Senado em 2026, passando a integrar formalmente a base política do governador Wanderlei Barbosa, que preside a sigla no Estado. O movimento, além de reposicionar o parlamentar no tabuleiro eleitoral, é interpretado nos bastidores como uma sinalização estratégica com foco direto na disputa pela vaga ao Senado.
A entrada de Eli Borges no Republicanos é vista como uma tentativa de pressão sobre o deputado federal Carlos Gaguim, que já se coloca como pré-candidato, e também sobre o grupo ligado à Assembleia de Deus Madureira, liderado por Pastor Amarildo e pelo deputado federal Filipe Martins. A leitura entre interlocutores é de que o lançamento antecipa movimentos para reduzir o espaço de concorrentes dentro do mesmo campo político.
Nos bastidores, a possibilidade de manutenção de múltiplas candidaturas ao Senado dentro de um mesmo grupo acende um alerta. Caso se confirmem os cenários em construção, a chapa ligada à senadora Professora Dorinha pode chegar a reunir até três nomes na disputa ao Senado, uma configuração considerada atípica no Tocantins e que tende a fragmentar votos em um pleito decisivo.
A estratégia do Republicanos, ao colocar Eli Borges no centro da disputa, amplia o nível de tensão entre aliados e força uma redefinição de posições nas próximas semanas. Com interesses cruzados e espaço limitado, o avanço da pré-candidatura sinaliza que o processo de montagem das chapas para 2026 deve ser marcado por negociações intensas, pressões internas e possíveis reconfigurações no grupo político governista.





