A aproximação do pré-candidato a governador Laurez Moreira (PSD) com partidos de centro-esquerda, como PT e PSB — e a possibilidade de composição com o PSOL — tem travado o avanço das tratativas com o grupo político ligado à Assembleia de Deus Madureira, um dos segmentos religiosos mais organizados politicamente do estado.
Fontes com trânsito nas articulações indicam que, embora tenha havido abertura inicial para diálogo — inclusive com a perspectiva de indicação de um nome ao Senado na chapa majoritária —, a cúpula da AD Madureira passou a adotar cautela. O entendimento interno é de que uma eventual aliança com partidos de esquerda poderia comprometer o discurso que o grupo pretende sustentar em uma disputa eleitoral, especialmente no campo do conservadorismo e dos valores tradicionais.
O cálculo político é direto: o eleitorado evangélico, foco central da estratégia da denominação, apresenta forte inclinação ao bolsonarismo e tende a rejeitar composições com legendas identificadas com pautas progressistas. Nesse cenário, lideranças avaliam que uma coligação com PT, PSB ou PSOL enfraqueceria a narrativa de campanha e reduziria a capacidade de mobilização junto à base.





