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quinta-feira, março 12, 2026
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Esquema cobrava até R$ 4,5 mil para emissão irregular de CNH no Bico

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A investigação da Polícia Civil do Tocantins revelou um esquema que teria permitido a emissão irregular de Carteiras Nacionais de Habilitação mediante pagamento de propina. De acordo com o balanço da Operação Sinal Vermelho, apresentado nesta quarta-feira (11) na Delegacia Regional de Araguaína, candidatos pagavam valores que chegavam a R$ 4,5 mil para obter o documento sem cumprir as etapas obrigatórias do processo legal de habilitação. Até agora, oito pessoas foram presas e cerca de 500 CNHs estão sob análise por possível obtenção irregular.

As investigações indicam que o esquema burlava diferentes fases do procedimento exigido para dirigir legalmente no país. Interessados conseguiam a habilitação sem realizar exames médicos ou psicológicos, aulas teóricas e práticas ou as provas previstas na legislação de trânsito. Em alguns casos investigados, os beneficiários sequer teriam estado no Tocantins durante o processo que resultou na emissão do documento.

A apuração começou após uma denúncia anônima e avançou com apoio técnico de órgãos responsáveis pelo controle do sistema de habilitação. Segundo os investigadores, houve manipulação e inserção de dados falsos em sistemas utilizados na emissão das CNHs, o que permitiu validar etapas que, na prática, não foram realizadas. A operação cumpriu 59 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão em cidades como Araguaína, Araguatins, Augustinópolis e Guaraí, além de outras localidades no Tocantins e no Maranhão.

De acordo com a polícia, há indícios de envolvimento de profissionais ligados a clínicas médicas e psicológicas, instrutores de autoescolas, avaliadores e pessoas com acesso a sistemas utilizados no processo de habilitação. Os suspeitos presos foram encaminhados para unidades prisionais e permanecem à disposição da Justiça, enquanto a investigação segue analisando as centenas de documentos emitidos sob suspeita. Para as autoridades, a fraude representa um risco direto à segurança no trânsito, já que motoristas sem preparo poderiam estar circulando nas vias públicas.

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