A movimentação partidária em Brasília começa a produzir efeitos diretos no tabuleiro eleitoral do Tocantins. Nos bastidores, os senadores Professora Dorinha (UB) e Eduardo Gomes (PL) teriam orientado o deputado federal Carlos Gaguim (UB) a se filiar ao Progressistas (PP). O movimento ocorre após a saída de Vicentinho Júnior da legenda, que anunciou ingresso no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para disputar o Governo do Estado assim que a janela partidária for aberta.
A mudança não é apenas formal. Trata-se de reposicionamento estratégico diante do crescimento de Vicentinho nas pesquisas. Levantamento do Instituto Exata indica que o parlamentar já ocupa a segunda colocação na corrida ao Palácio Araguaia, com diferença de 3,6 pontos percentuais em relação à liderança. O avanço acendeu sinal de alerta no grupo político que reúne Dorinha, Gomes e Gaguim — que tem sido chamado nos bastidores de a “Trindade de Brasília” — que busca reorganizar forças antes da consolidação das alianças estaduais.
A eventual filiação de Gaguim ao PP ampliaria o campo de sustentação do grupo, agregando uma sigla com peso nacional e capacidade relevante de acesso ao Fundo Eleitoral para Financiamento de Campanha (FEFC). Em eleições majoritárias, estrutura partidária e volume de recursos são variáveis decisivas para capilaridade regional, formação de palanques e montagem de chapas competitivas. A engenharia partidária, nesse contexto, passa a ser tão estratégica quanto a própria candidatura.
Com a janela partidária se aproximando, a disputa pelo controle das narrativas e dos ativos políticos deve se intensificar. O crescimento de Vicentinho Júnior reorganiza o cenário e pressiona adversários a anteciparem movimentos. No Tocantins, a corrida ao governo já deixou de ser apenas pré-campanha e entrou na fase de articulação estrutural — onde cada filiação pode redefinir o equilíbrio de forças para 2026.




