Quatro bibliotecas antirracistas e de direitos humanos foram inauguradas em escolas públicas de Araguatins. Três estão na zona urbana, e uma na zona rural. Além da Escola Estadual de Tempo Integral (ETI) Professora Oneide da Cruz Mousinho, onde está ocorrendo o mutirão, contam com a biblioteca antirracista, a partir de agora, a Escola Municipal Nair Duarte, a Escola Estadual Denise Gomide Amui e o Colégio Estadual Atanásio de Moura Seixas.
No colégio Atanásio, localizado no distrito de Macaúba, na zona rural de Araguatins, a biblioteca é um espaço aberto à comunidade, o que possibilitará que qualquer pessoa possa acessar o novo acervo.
“Ter essa biblioteca é muito bom, porque somos de uma população pequena. E muita gente fica jogando apelidos que outras pessoas não gostam, e isso é racismo. Com essa biblioteca, nossos estudantes podem entender que isso dói no coração”, disse Iago, de 16 anos, estudante do 2° ano.
Para Nayara Souza, professora de História, a biblioteca ampliará o acesso a autores negros e indígenas, entre outros. “Estamos tentando formar os alunos para que sejam relevantes para a sociedade. E não há mais espaço para preconceito, racismo, misoginia. Esse acervo vai garantir que nossos estudantes tenham acesso ao pensamento antirracista com a possibilidade de ler esses autores, conhecer a temática e se permitir pensar diferente. Entender que a nossa sociedade é uma sociedade plural e que precisa ser respeitada em todas as suas especificidades”, diz.
Conforme a gestora do colégio, Suzann Lopes, as obras complementam atividades pedagógicas já desenvolvidas pela escola com foco na autoidentificação e na representatividade entre os alunos. “O fato de você se reconhecer gera o respeito consigo e com os outros”, salienta.
Cada acervo é composto de 76 volumes, que abordam, em formato literário para crianças e adolescentes, temáticas relacionadas a povos originários, população negra, gênero, diversidade e questões sociais e ambientais.
Essa é uma iniciativa do Programa de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade e do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, Tráfico de Pessoas e Proteção ao Trabalho do Migrante da Justiça do Trabalho. As obras foram adquiridas por meio de uma parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com recursos oriundos de uma ação civil pública.




