Depois de uma polêmica criada por uma equipe da Capitania dos Portos, de Belém, ligada à Marinha do Brasil, na segunda semana de julho, uma outra equipe esteve na cidade e, de forma mais serena, atuou na orientação de barqueiros, rabeteiros, donos de lanchas, jet-ski e náutica.
Trata-se da Operação “Férias Segura”, que foi desenvolvida em Marabá até o domingo, 24. A equipe de cinco militares enviada a Marabá foi chefiada pelo sub-tenente Da Silva, que tem ampla experiência em rios do Pará.
Os militares utilizaram um barco inflável com um motor Mercury de 90 hp e passa de um lado a outro do rio observando situações de transporte irregular de passageiros e carga, principalmente para a Praia do Tucunaré. Eles atuam na orientação e alertam sobre questões de segurança para os tripulantes e passageiros.
Em uma das situações, a equipe da Capitania dos Portos flagrou o dono de uma rabeta transportando botijão de gás. Neste caso, segundo os militares, a orientação é não levar passageiros, para não colocar a vida destes em risco. Em outro caso, o rabeteiro resolveu transportar um passageiro com uma motocicleta. “Ele pode até fazer isso, mas não deve conduzir outras pessoas”, adverte o sub-tenente.
Na manhã de ontem, segunda-feira, 25, a equipe da Capitania dos Portos permaneceu na Colônia de Pescadores Z-30 orientando pilotos de embarcações. Muitos queriam saber como devem proceder para obter a carteira de condutor de embarcação, conhecida como Arrais.
Da Silva destaca que o comandante é o responsável pela embarcação. Em um avião, por exemplo, o comandante dá todas as informações sobre o voo, condições, trajeto etc. Assim deve fazer o piloto da embarcação, por mais que não ponha o colete, mas o passageiro deve recebê-lo, e nas explicações do comandante ele deve dizer que é uma travessia pequena, e caso perceba a necessidade dará a ordem de utilização do uso de colete salva vidas. “O importante é ter a noção de segurança. Sei que alguns fizeram o curso em 2010, mas não custa relembrar normas que garante a vida das pessoas”, ressalvou.
As Náuticas, segundo a Capitania dos Portos, têm de ter um controle e um cadastro de todas as lanchas, inclusive do horário que saíram da garagem, a rota a ser seguida e horário de previsão de retorno.
Caso não retorne no horário previsto, a náutica deverá ligar no celular do cliente, que também deve estar no cadastro. Um problema pode ter ocorrido e os ocupantes da lancha podem estar a deriva. “A marina (náutica) que se preze terá uma equipe de reforço para dar suporte e resgate, que é cliente dela, então não é um favor e sim uma obrigação”, adverte.
Para obter documentação legal junto à Capitania dos Portos, o proprietário da embarcação deve demonstrar que ela seja registrada. Paga-se seguro anual, individual, como se fosse um DPVAT, pois em caso de acidente será ressarcido o valor, mas para isso é feito uma sindicância para apurar os fatos e a seguradora tomará as providências.



bom seria se a atitude da capitania tivesse toda a tranquilidade e o cunho orientador relatado ness matéria,estive em marabá nessa época,e vi algumas atitudes precipitadas por partes da capitania…nao entendi porque um elemento travestido de rambo andava na proa do bote,apontando um fuzil para as pessoas que navegavam nas aguas do nosso rio,me parece que tal atitude condiz mais com o compate ao trafico de drogas e nao com uma atitude educacional aos usuarios de jets,lanchas,rabetas e congeneres…fica uma sujestao,talvez esteja na hora da marinha ter um posto avançado na cidade,para poder orientar,documentar e depois sim,se for o caso punir os que nao cumprirem as normas legais,sem abusos,como que por vezes vi acontecer nessas férias…estou a vontade nesse comentário,sou filho de maraba tenho família aí,amo nossa cidade,hoje moro em sao paulo mas sempre que posso levo meus filhos e esposa para curtir o sol da nossa terra,portanto minha crítica é de caráter construtivo e jamais pejorativo,acho que merecemos que as coisas melhore pra todos…já com saudade da terrinha encerro este comentário….até o ano que vem…adevaldo,com raizes na santa rosa…
Adevaldo Araujo, atraves deste espaço lhe parabenizo pelo comentario que voce fez em relação a atitude do pessoal da marinha. Nesse periodo estava fazendo uma visita a Marabá até porque trabalho com equipamentos nauticos e tambem projetos de portos e marinas, e uma dificuldade que se apresentou para mim foi a ausencia de uma representação da marinha na cidade de Marabá, nisso eu concordo com voce em genero e grau, de que em vez da Marinha fazer toda aquela paranafelhada, deveria ter um posto avançado em Marabá, acredito que a caidade ja merece. Para se fazer um registro de uma embarcação o proprietario terá de se deslocar a Belem e alem do custo, não se resolve em menos de 30 dias…..e como a Marinha vai ter certeza da embarcação que ela estar regularização…..e complicado….
Edmilson Carvalho