Começa nesta terça-feira, dia 1º de agosto, e vai até o dia 30 de setembro, o primeiro vazio sanitário da soja no Maranhão. Neste período, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged-MA), proíbe o cultivo do grão, como forma de prevenir a disseminação de uma das principais doenças a atacar a oleaginosa, a ferrugem asiática.
Por um período de até 60 dias os produtores não poderão cultivar o grão no estado e ainda deverão eliminar todas as plantas voluntárias, conhecidas como guaxas ou tigueras, nas propriedades, seja por meio de processos mecânicos ou químicos.
A Aged vai começar a fiscalizar as propriedades ainda nesta semana, e, durante esse período, os agricultores fazem o planejamento da próxima safra de soja que começa a ser plantada em outubro.
Dividindo o Maranhão em duas microrregiões, os fiscais de defesa vegetal da AGED fazem vistorias e levam informações sobre a portaria nº 638 do órgão, que instituiu o período e visa à proteção da agricultura praticada em território maranhense.
Planejamento
O agrônomo Tarcisio Abreu, que presta serviços de consultoria aos agricultores, disse que a maioria já conseguiu financiamento para o plantio, mas alerta que outros fatores devem ser levados em consideração antes de levar as máquinas para o campo.
“Nós temos que utilizar realidades adaptadas a cada microrregião. Temos que utilizar variedades adaptadas para solos mais férteis e menos férteis, e muitas vezes essa falta de planejamento faça com que haja uma redução de produtividade”, explicou o agrônomo Tarcisio Abreu que também ressaltou a importância da manutenção das máquinas para a época do plantio, período mais importante do calendário agrícola.
A safra de soja que terminou de ser colhida em maio foi considerada boa, com média de produtividade na região chegou a 50 sacas por hectare, mas ainda não foi suficiente para os agricultores se recuperarem dos prejuízos das safras 2015/2016 castigada pela estiagem.
Resultados
De acordo com dados da Aged, a ferrugem asiática foi introduzida na região de Balsas na safra de 2006/2007, quando foram registrados 172 focos da doença. Após a adoção do vazio sanitário da soja, instituído pela Portaria Nº. 638 em 19 de agosto de 2011, esses focos caíram para sete por safra e, hoje, a ferrugem está bem controlada pelos produtores.
O segundo vazio sanitário da cultura da soja no Maranhão ocorre de 15 de setembro a 15 de novembro, nas microrregiões da Baixada Maranhense, Baixo Parnaíba, Caxias, Chapadinha, Codó, Coelho Neto, Gurupi, Itapecuru Mirim, Lençóis Maranhenses, Litoral Ocidental, Médio Mearim, Pindaré, Presidente Dutra e Rosário.




