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terça-feira, janeiro 13, 2026
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Travessia do rio Moju, no Pará, tem mais uma balsa 24 horas em operação

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Um grupo formado por profissionais de diversos órgãos trabalha para tentar minimizar os transtornos causados desde que a ponte do rio Moju, no nordeste do Pará, desabou há quase um ano. A primeira medida adotada foi a implantação de mais uma balsa 24 horas para atuar na travessia de veículos. Apesar da existência de três embarcações operando com veículos de pequeno e grande porte, desde o início da operação, apenas uma das balsas apresentava o serviço 24 horas.

Pertencente ao complexo de pontes da Alça Viária, na Rodovia PA-150, a cerca de 120 km de Belém, a ponte possuía cerca de 900 metros de extensão e ligava a capital e o nordeste do Estado à Região do Baixo Amazonas e ao sul do Pará. No dia 23 de março de 2014, uma balsa que transportava óleo colidiu com um dos pilares de sustentação da ponte, que cedeu provocando a queda de cerca de 50 metros da ponte. Ninguém ficou ferido no acidente, mas a travessia foi inviabilizada no trecho.

“Com essa alteração [balsa 24h], agora teremos duas grandes embarcações operando sem intervalo durante todo dia, garantindo mais rapidez ao usuário”, explicou o coronel Roberto Damasceno, coordenador do grupo de trabalho.

De acordo com o governo, além da travessia de veículos, outras medidas adotadas pela força-tarefa como a recuperação da rampa de acesso à balsa, limpeza nas margens do rio, instalação de banheiros químicos, recuperação do trapiche de passageiros, aumento do efetivo de agentes do Detran, ampliação no pátio de manobra de veículos e sinalização de toda área.

“A média de espera hoje é bem menor do que em março do ano passado. Mesmo com o aumento do fluxo de veículos na área, principalmente caminhões, a média de espera de um carro na fila atualmente é de meia hora para um carro de passeio e duas horas para um caminhão. Entendemos que isso causa transtorno, mas sabemos que a demanda de veículos aqui é muito grande”, afirmou o agente de trânsito Luiz Vinícius.

Reconstrução

Uma balsa, dois rebocadores e uma lancha trabalham no processo de reconstrução da via danificada. Com a ajuda de um rompedor hidráulico, equipamento semelhante a uma britadeira, usado para demolir os destroços submersos, os operários retiram os blocos de concreto de dentro d’água e encaminham o material para outra balsa.

Paralelamente ao trabalho de demolição dos destroços submersos, o projeto deve contar nos próximos dias com o auxílio de uma máquina criada exclusivamente para a demolição dos lingotes e vãos atingidos no acidente. Um equipamento denominado “A-frame”, desenvolvido exclusivamente para esse serviço, vai retirar, com o máximo de precisão, os pedaços de concreto pendurados da ponte e os seis vãos atingidos. Semelhante a um pórtico, a ferramenta vai retirar as partes danificadas e colocar as peças diretamente em uma balsa, para que o material não entre em contato com o rio.

 

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