Conhecimento, qualificação profissional, dedicação e criatividade foram os pontos indicados como essenciais para alcançar o sucesso da produção cultural negra no Maranhão durante o Seminário de Boas Práticas na Produção Cultural Negra: Experiências Empreendedoras no Maranhão.
O encontro foi realizada na manhã desta terça-feira (5), pela Secretaria de Estado da Igualdade Racial (Seir), por meio do Comitê Gestor da I Feira de Cultura Afro-Brasileira do Maranhão, composto pelas secretarias de Estado de Igualdade Racial, Cultura, Turismo, Trabalho e Economia Solidária e Comunicação Social, Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas do Maranhão (Sebrae/MA) e a Associação de Trancistas do Maranhão.
A atividade teve a coordenação do secretário adjunto da Igualdade Racial, Adnilson Pinheiro, e participação da assessora do Programa Mais Cultura (Secma), Edna Matos, e de representantes de instituições parcerias como Centro de Cultura Negra (CCN/MA), Grupo de Dança Afro Malungos (GDAM), Instituto de Desenvolvimento Social Integrado (IDESI), Boi da Floresta de Mestre Apolônio e Associação de Trancistas do Maranhão “Mãos que Entrançam”, que falaram sobre as experiências empreendedoras desenvolvidas nas comunidades onde atuam.
“O seminário é uma forma de divulgarmos as práticas de empreendedores negros que tem tido bons resultados na geração de negócios e renda. É também uma espécie de preparação para a I Feira de Cultura Afro-Brasileira do Maranhão que, além de ser uma vitrine para os produtos também será um espaço de reflexão, capacitação profissional e valorização da cultura negra”, explicou Adnilson Pinheiro.
Para Nadir Olga Cruz, coordenadora do Boi da Floresta, a qualificação profissional e a formação superior foram determinantes para que o grupo desenvolvesse seu potencial empreendedor. “O grupo vinha enfrentando dificuldades, principalmente financeiras. A saída foi buscar alternativas para geração de renda, e uma delas foi investir na capacitação dos integrantes com a realização de oficinas, onde eles aprendem a costurar, bordar, enfim, confeccionar as indumentárias do grupo e gerar outros produtos”, afirmou.
Atualmente, Nadir Cruz presta consultoria a outros grupos que tenham interesse em elaborar projetos, concorrer a editais, realizar oficinas, entre outras ações. Além das apresentações do bumba meu boi e do tambor de crioula nas festas juninas, o Boi da Floresta desenvolve ainda projetos para melhoria da qualidade de vida dos componentes, como o Floresta Criativa, que capacita jovens e adolescentes por meio de oficinas trimestrais de dança, percussão, confecção de careta de cazumbá e bordado com canutilho.
Após as apresentações locais, foi a vez da presidente do Instituto Feira Preta, Adriana Barbosa falar sobre a Feira Preta, realizada anualmente em São Paulo, considerada o maior encontro de cultura negra da América Latina. O objetivo do evento é difundir costumes e tradições da cultura negra e fomentar negócios de empreendedores da comunidade negra. Ela destacou que na produção cultural negra, além da valorização da identidade e tradição tão característica desse segmento, é preciso que haja o maior investimento na qualidade dos produtos.
“Para que os produtos com características afro-descendentes sejam mais consumidos e valorizados é preciso que eles ofereçam qualidade e potencial de comercialização assim como outros produtos de empresas de grande porte.”, opinou Adriana Barbosa.
O encontro contou ainda com a participação do professor do curso de Design da UFMA, Chico Lobo, que também é consultor do Sebrae, falando sobre o mercado para negócios criativos.
O Seminário de Boas Práticas na Produção Cultural Negra: Experiências Empreendedoras no Maranhão integra as ações de formação da I Feira de Cultura Afro-Brasileira no Maranhão que tem o tema: “Cultura, Educação, Cidadania e Economia Criativa”. A feira será realizada nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, no Ceprama, encerrando o Mês da Consciência Negra no Maranhão.
A feira é uma realização do Governo do Estado, por meio da Seir, e tem parceria da Fundação Cultural Palmares; e apoio das secretarias de Estado do Turismo, Cultura, Comunicação Social e, Turismo e Economia Solidária; Sebrae/MA; Fundação Municipal da Cultura; e Banco do Nordeste.
Os interessados em participar devem preencher a ficha de inscrição até o dia 15 de novembro e encaminhá-la ao comitê gestor da feira para avaliação e seleção. O Documento Orientador da I Feira de Cultura Afro-Brasileira do Maranhão e a ficha de inscrição podem ser solicitados pelo telefone (98) 2108 9124 e pelo email secigualdaderacial@yahoo.com.br.





