O segundo dia de provas dos Processos Seletivos 2013 da Universidade do Estado do Pará (Uepa) foi marcado pela tranquilidade. Os candidatos tiveram que responder a 60 questões objetivas de conhecimentos gerais sobre assuntos referentes ao segundo ano do Ensino Médio, mais Língua Estrangeira. Os portões foram abertos pontualmente às 7h e as provas aconteceram das 8h às 13h, pelo horário de Belém, e até as 15h para os candidatos portadores de necessidades especiais.
Foram registrados 9.469 faltosos. Destes, 8.748 concorriam a uma vaga da Universidade por meio do Processo Seletivo (Prosel) e outros 721 eram candidatos do Programa de Ingresso Seriado (Prise – Subprograma XV), totalizando uma média de 21,11% de faltosos nas duas modalidades de ingresso.
“Esse número tem se mantido nos últimos anos e não chega a ser considerado alto. Essa é a nossa média, o que nós esperávamos”, explica o diretor de Acesso e Avaliação da Uepa, Delmo Oliveira, que atribuiu o número de faltosos aos candidatos que, mesmo beneficiados com a isenção, não confirmaram sua inscrição em tempo hábil, e ainda aos candidatos que comparecem aos locais de prova sem documento oficial com foto, indispensável à realização do certame.
A terceira e última fase dos Processos Seletivos está marcada para o dia 16 dezembro, quando os candidatos responderão a 54 questões objetivas, incluindo Língua Estrangeira, e uma redação valendo 30 pontos.
Os Processos Seletivos 2013 bateram seu próprio recorde e trouxeram para disputa 8,6 mil candidatos a mais do que o registrado no ano passado, que teve 98 mil participantes, totalizando mais de 106,6 mil inscritos. Este ano, a Uepa oferta 3.262 vagas, divididas em 23 cursos de graduação. O mais concorrido é o de Medicina em Marabá, que no Prosel chegou a 183,10 candidatos por vaga. No Prise, terceira etapa, a disputa mais acirrada está no curso de Educação Física, 2º semestre noturno, em Belém, que tem 10,54 candidatos por vaga.
Expectativa
O Campus III da Uepa, onde funciona o curso de Educação Física, foi um dos 143 locais de prova na capital e no interior do Estado. Foi lá que a candidata Priscilla Portilho fez, pela segunda vez, a prova do Prosel. Ela se mostrou otimista com um bom resultado. ‘’A prova foi boa, estou confiante. Quero fazer Design, porque é mais ou menos parecido com a área de Arquitetura, que eu cursava antes’’, revela.
Já do lado de fora da Escola Estadual Magalhães Barata, pais e alunos compartilhavam as angústias e expectativas sobre a 2ª etapa do Prise. Rafaela Antunes, de 15 anos, ainda não sabe bem qual curso pretende cursar no ano que vem, mas está confiante de que vai passar para 3ª etapa. “Não gostei muito da prova deste ano, principalmente da parte de Física, mas somando com a nota do ano passado acho que estou dentro”, afirmou.
Miguel Lopes, 17 anos, disse que vai esperar o resultado da prova deste ano para decidir entre o Curso de Medicina ou Enfermagem. “Sei que para Medicina é mais difícil, mas vamos ver. A prova estava trabalhosa, mas deu para fazer todas as questões”, afirmou o jovem, que ao lado da mãe, Catarina Lopes, fazia planos para aperfeiçoar a nota.
Atendimento especial
No Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Uepa, as provas também ocorreram de forma tranquila no segundo dia do certame. Dos 77 inscritos com necessidades especiais, apenas um faltou.
A cadeirante Aryanne Gabriela Pinheiro estava na expectativa para o início da segunda etapa do Prise. ’’É a primeira vez que faço a prova. Estou super ansiosa, mas estudei muito, inclusive aos sábados”, comentou a jovem, que estava sendo aguardada do lado de fora da escola pelos pais.
Lionildo Santos de Carvalho tem baixa visão, mas isso não foi empecilho para realizar o sonho de entrar para a Universidade, onde pretende cursar Fisioterapia. Ele concorre a uma vaga por intermédio do Prosel. ‘’Quero ser fisioterapeuta, é o que eu sempre quis ser desde criança. Essa prova é muito importante pra mim, mas estou achando’ tranquila’, contou.
Na sala para os candidatos deficiência auditiva, Marcione Correa juntamente com mais quatro intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras), sendo um deles surdo, tiraram as possíveis dúvidas quanto à interpretação das palavras aos candidatos. ‘’Isso é uma necessidade específica do surdo. Nesse processo, a Língua Portuguesa é a segunda mais utilizaada e eles precisam ter alguém para auxiliá-los no caso de alguma dúvida sobre uma palavra ou comando’’, explicou.
Novidades
O curso de Medicina em Marabá e a licenciatura em Geografia, em Barcarena, são as grandes novidades do Processo Seletivo 2013 da Uepa. Outra mudança é que o curso de Tecnologia Agroindustrial, que antes possuía duas habilitações (alimentos e madeira), passou por uma reformulação e agora será ofertado em duas graduações diferentes: Engenharia Florestal e a de Tecnologia de Alimentos.
Nos municípios de Cametá, Castanhal, Redenção e Salvaterra serão ofertadas vagas para o curso de Tecnologia de Alimentos; em Paragominas, para o de Engenharia Florestal. Já nas cidades de Belém e de Marabá serão abertas turmas para as duas graduações.
O Processo Seletivo da Uepa também está se aperfeiçoando. Este ano, os candidatos com comprovada deficiência auditiva terão duas horas a mais para responder as questões do certame, com encerramento da prova previsto para as 15 horas. Além disso, o comando da redação para estes candidatos será traduzido para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), própria dos surdos, por um professor do Curso de Letras/Libras.
A Uepa já oferece suporte especial para realização das provas também por meio de interpretes de Libras, Braile e provas ampliadas. Os candidatos que possuem algum tipo de deficiência e solicitaram atendimento especial foram lotados no CCBS, no bairro do Marco.




