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quarta-feira, janeiro 14, 2026
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Secretário de segurança do Pará defende legitimidade de operação policial em Pau D’arco-PA

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O secretário de segurança pública do Pará, Jeannot Jansen, e o delegado geral da Polícia Civil do Pará, Rilmar Firmino, defenderam a legitimidade da operação policial que resultou na morte de 10 pessoas no município de Pau D’Arco, no sudeste do Pará, durante entrevista coletiva concedida na manhã desta segunda-feira (29) na sede da Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup).

Nove homens e uma mulher morreram no dia 24 de maio na Fazenda Santa Lúcia, durante uma ação policial para cumprimento de 16 mandados de prisão dos suspeitos de envolvimento na morte de um vigilante. Sobreviventes relataram que os policiais chegaram atirando no local. Movimentos sociais denunciam o episódio como uma “atuação autoritária, desproporcional e despreparada da Polícia Militar do Pará (…) contra os trabalhadores rurais”.

“Para que fique bem claro, aquela não era uma operação de reintegração de posse ou de despejo, mas, sim, uma operação legítima para cumprimento de mandado de prisão preventiva, prisão temporária e de busca e apreensão de pessoas envolvidas no homicídio de um vigilante da fazenda e outras ocorrências policiais anteriores ao fato”, disse o secretário na coletiva.

No entanto, Jansen admitiu que as investigações podem ser prejudicadas pela retirada dos corpos das vítimas do local do crime, o que considerou uma quebra de protocolo por parte dos policiais.
“O que temos até agora são os relatos dos policiais e as informações contidas nos relatórios de rotina feitos por eles, afirmando que houve troca de tiros entre civis e militares. O que ocorreu não foi uma situação normal, mas não vamos fazer qualquer pré-julgamento antes de todas as investigações serem concluídas”, disse o secretário.

Os 29 policiais envolvidos na ação foram afastados para receber atendimento psicológico e social, procedimento comum quando agentes das forças de segurança estão envolvidos em episódios com mortes, segundo o secretário.

O delegado geral Rilmar Firmino ressaltou a legitimidade da operação. “A ação foi legítima, pois estava dando cumprimento a uma decisão judicial. Se houve excesso, isso a apuração vai dizer”, disse Firmino.

Um inquérito policial militar e outro conduzido pelo Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil (DIOE) foram abertos para investigar o caso.

Manifestação

Um grupo de manifestantes se reuniu na tarde desta segunda-feira (29) em Redenção para prestar apoio aos policiais envolvidos no caso. Representantes do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará e a Associação de Cabos e Soldados do Pará participaram do ato.

Os manifestantes realizaram uma caminhada pelo centro da cidade, se concentrando em alguns pontos como o Quartel da PM e a sede do Ministério Público do Pará (MPPA) no município.

Depoimentos

O MPPA informou que 25 policiais, entre civis e militares, já foram ouvidos pelos promotores que acompanham o caso. Entre eles está o delegado Renato Batista Toledo Duran e o Cm do 7º Batalhão da PM de Redenção, Carlos Kened Gonçalves de Souza.

A expectativa do MPPA é que todos os depoimentos encerrem até o final da semana. O MPPA informou ainda que pediu perícia balística nas armas usadas pelos policiais e aguarda o resultado da perícia do Instituto Médico Legal sobre as 11 armas apreendidas pelos policiais no acampamento.

Duas testemunhas ouvidas pelos promotores permanecem em Redenção. Uma delas, atingida no quadril, está hospitalizada e deve ser transferida em breve para um hospital em Belém.

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