O segundo município mais extenso do Pará, São Félix do Xingu, deu um importante passo para o desenvolvimento da leitura e da educação, com a reinauguração da biblioteca pública em um espaço novo, ampliado e com melhores condições para a população. O evento de inauguração teve a participação dos gestores da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, que doou acervo para o espaço e fez a capacitação dos funcionários.
O novo espaço da biblioteca pública se faz necessário para um município com proporções de um país: com mais de 84 mil quilômetros quadrados, São Félix tem um território pouco menor que o de Portugal. O município paraense abriga sete distritos, 25 vilas e doze aldeias indígenas, com uma população de quase 100 mil habitantes.
Com o tamanho de São Félix, a nova biblioteca pública torna-se um importante polo para o desenvolvimento da leitura e a informação. “Hoje, passamos a ter um espaço de integração e podemos oferecer aos jovens também o aconchego, e isso faz com que tenhamos mais facilidade para incentivar a leitura”, afirmou a secretária de Cultura do município, Cristiane Borges.
Além das melhorias do espaço, a secretária ressaltou a importância da capacitação feita pelos técnicos da Fundação Tancredo Neves, que ministraram oficinas e cursos, entre maio e junho deste ano, como “Informatização e organização do acervo”, “Dinamização de biblioteca pública” e “Formação de mediadores de leitura”.
“A fundação investiu na capacitação dos nossos técnicos. Hoje, podemos dizer que nossos auxiliares de biblioteca estão aqui para atender toda clientela da cidade, principalmente os jovens. Eles estão preparados para fazer esse atendimento de forma adequada”, concluiu a gestora. A Fundação Tancredo Neves também doou o mobiliário, computadores e equipamento audiovisual, por meio da parceria com o Ministério da Cultura e Fundação Biblioteca Nacional.
Para o presidente da Fundação Tancredo Neves, Nilson Chaves, o novo espaço pode oferecer as ferramentas para que os jovens valorizem e desenvolvam mais o município de São Félix do Xingu. “O conhecimento nos enriquece muito, nos faz caminhar rumo à sabedoria. Neste espaço, há um grande potencial. Os alunos, crianças e jovens que começarem a conviver aqui vão entender a importância da leitura e com certeza haverá uma grande reviravolta “, disse.




