A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (8), a operação “Código Branco” para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro ligados à contratação de serviços de saúde no município de Riachinho, no Bico do Papagaio, e Araguaína, Riachinho, Filadélfia, Babaçulândia e Barra do Ouro no norte do Tocantins. A ofensiva ocorre em um setor sensível, diretamente associado à prestação de serviços essenciais à população, o que amplia o impacto social das apurações.
Ao todo, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, com ordens expedidas pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína. A ação busca reunir provas para aprofundar as investigações e interromper práticas consideradas irregulares no uso de recursos públicos destinados à saúde.
De acordo com a investigação, uma empresa de serviços médicos teria sido contratada de forma recorrente pelas Prefeituras, em processos com indícios de direcionamento, baixa concorrência e descumprimento de regras legais. Há suspeitas de uso de empresa de fachada para simular capacidade operacional, além de subcontratações proibidas e movimentações financeiras consideradas atípicas, com possível ocultação da origem dos valores.
Se confirmadas as irregularidades, os investigados poderão responder por crimes como fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, com penas que, somadas, podem ultrapassar 30 anos de prisão. O nome da operação faz referência ao termo “código branco”, utilizado na área médica para situações críticas que exigem resposta imediata — uma analogia à necessidade de intervenção para conter danos e restabelecer a regularidade na gestão da saúde pública.





