Em Parauapebas, no sudeste do Pará, a polícia prendeu uma quadrilha que vendia ilegalmente medicamentos que provocam abortos. Depois de um mês de investigações, a polícia conseguiu descobrir como o esquema funcionava.
Um dos integrantes da quadrilha era funcionário de uma farmácia e conseguia os medicamentos. Ele contava com o apoio de uma dona de casa que ensinava as mulheres como tomar os remédios para provocar o aborto.
Toda a negociação era feita com o dono de uma banca de ervas que funcionava no centro de Parauapebas. A entrega dos produtos era feita com o auxilio de um motoboy.
As quatro pessoas foram presas em flagrante. Com o grupo, a polícia apreendeu várias cartelas contendo o medicamento abortivo e também um tipo de estimulante sexual. Todos os medicamentos têm a venda controlada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
“Efetuamos a prisão em flagrante dos quatro indivíduos pelo crime previsto no artigo 273 do código penal, cuja pena varia de 10 a 15 anos”, afirmou o delegado Paulo Junqueira. De acordo com o Ministério da Saúde, desde 1998, a comercialização do medicamento para o público em geral é proibida no Brasil.




