Apesar de a Petrobras ter informado na sexta-feira, 29, que o reajuste de preços de seus combustíveis nas refinarias – 4% para a gasolina e 8% para o diesel – não teria efeito automático nas bombas, a grande maioria dos postos de combustíveis de São Luís já repassou aos consumidores os aumentos.
A alta nas bombas nos preços da gasolina e do diesel chega em média a 8% e tem causado reclamação entre os consumidores. A variação está acima do que era esperado pelo governo. Na segunda-feira, 2, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que estimava um reajuste médio de 2,5% para os consumidores.
Segundo gerentes de postos da capital maranhense, as correções vêm sendo repassadas com base nos reajustes que já estão sendo aplicados pelos distribuidores de combustíveis. Eles observam que já houve aumento médio de 3,5% e que o reajuste é repassado aos preços das bombas, conforme o estoque do posto vai acabando.
Assim, o preço do litro da gasolina comum que na maioria dos postos, até sexta-feira, 29, variava de R$ 2,49 a R$ 2,69, agora oscila de R$ 2,69 a R$ 2,95, chegando a R$ 2,99 em alguns. Já o litro do óleo diesel, que custava em média R$ 2,29, agora custa R$ 2,49 na maioria dos postos.
Etanol
E não é só o reajuste dos preços da gasolina e do diesel que deve pesar no bolso do consumidor. Desde sábado, o etanol também subiu na bomba, embora na usina o preço continue o mesmo. Mas representantes das usinas já adiantaram que haverá aumento de custos para produção do combustível feito com a cana-de-açúcar. Assim, até o etanol, que não tem o preço controlado, pode ficar mais caro por causa do aumento do diesel.
“A mecanização e o transporte são feitos com óleo diesel, portanto quando você tem acréscimo no valor do diesel vai ter um custo de produção e fabricação do etanol muito maior”, explicou Sérgio Prado, representante da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).




