
Alguns dias após a denúncia de moradores do povoado Camarão, município de Praia Norte, sobre a forma precária de funcionamento da Escola Municipal Redenção, que estava com a estrutura totalmente deteriorada, com teto goteirando, forro desabando, fiação exposta, janelas quebradas, infiltração e mofo, a Prefeitura Municipal resolveu o problema.
Mas agora, surge uma nova denúncia talvez mais grave que a do povoado Camarão. Moradores do povoado Angical inconformados com a situação degradante enfrentada por crianças que estudam na Escola Municipal Mamédio Rodrigues, procuraram o jornal Folha do Bico para apresentar as condições sub-humanas enfrentadas pelos alunos.
A escola fica as margens do Rio Tocantins na divisa com o Estado do Maranhão e como as imagens mostram, a unidade de ensino que abriga alunos do ensino fundamental é toda construída com compensado velho e coberto com telha de fibrocimento ondulada, popularmente conhecida como brasilit que estão cheias de buracos causando goteiras no período chuvoso. Diversas chapas do compensado estão comprometidas, deixando buracos nas paredes e com salas de aula expostas ao livre acesso de animais.
As carteiras utilizadas pelos alunos também estão em estado precário, com a estrutura de metal enferrujada e apoio para as costas e braços descoladas ou quebradas.
Mais impressionante ainda é a situação dos sanitários. Na unidade escolar existem dois. O feminino ainda possui paredes e as necessidades fisiológicas são feitas em um buraco tipo privada. O sanitário masculino fica totalmente exposto e funciona no mesmo sistema de privada.
Alguns pais declararam à reportagem que as crianças não bebem água potável na escola. A água utilizada para saciar a sede dos alunos vem direto do Rio Tocantins sem qualquer tratamento.






















