Trezentos casos de hanseníase são diagnosticados todo ano em Imperatriz. O índice é considerado alto pelo Centro de Referência em Dermatologia Sanitária. Para conter o avanço da doença, uma campanha está sendo desenvolvida nas escolas públicas da cidade.
A mobilização inclui informações sobre o corpo humano, que é um guia para identificar manchas na pele ainda cedo. Além disso, são aplicados questionários. Cada pergunta aumenta a curiosidade e incentiva os cuidados.
Em outras cidades do Brasil, a campanha terminou em março, mas em Imperatriz o período foi prorrogado porque só a rede municipal de ensino tem quase 40 mil alunos. O objetivo é atender a crianças com idades entre quatro e 14 anos.
Além de distribuir e explicar o questionário, os estudantes também recebem um medicamento para conter o desenvolvimento de vermes. O comprimido é mastigável e tem sabor de frutas. A medida é para evitar que sintomas de outras doenças confundam o diagnóstico da hanseníase.
“Algumas crianças tem manchas na pele, não por origem de doença ou verminose. Indiscriminadamente, toda criança deve tomar o medicamento, desde que tenha de 4 a 14 anos”, explicou Francisco Cutrim, que é coordenador do Programa de Controle de Hanseníase.
De acordo com o Centro de Referência em Dermatologia Sanitária, cerca de 300 casos de hanseníase são diagnosticados por ano em Imperatriz. O número é considerado alto. O Maranhão está entre os 10 estado do Brasil com mais casos da doença.




