O delegado Cristiano Nascimento, superintendente da Polícia Civil no Xingu, informou nesta terça-feira (11) que o dono de um celular Iphone 5, de última geração, manteve, do Rio de Janeiro, contato por telefone coma Polícia Civil em Altamira, sudoeste do Pará, para saber como reaver o aparelho. O telefone foi apreendido segunda-feira (10), na operação “Merry Christmas”, que levou à prisão em flagrante do radialista Erisvan Andrade Santos, acusado dos crimes de estelionato e receptação.
Ele é apontado como integrante de uma quadrilha interestadual especializada em forjar e-mails de um conhecido portal de compras online e fraudar a ferramenta de pagamento seguro usado pela loja virtual, para enganar vendedores de produtos postados na internet. O golpe pode ter rendido cerca de R$ 1 milhão ao autor do crime, que é apontado como braço da quadrilha, emAltamira, e cuja base fica na cidade do Rio de Janeiro. Os crimes passaram a ser investigados após informações repassadas pela equipe da Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos.
As investigações duraram cerca de um mês, período em que foi descoberto o esquema. Pela fraude, os envolvidos compravam produtos de vendedores idôneos no site e forjavam e-mails fazendo com que o vendedor acreditasse que a negociação havia sido concluída com êxito. Em seguida, combinavam a forma de pagamento correta. Assim, os produtos eram enviados ao endereço de Erisvan, mas o pagamento não era feito.
Erisvan foi preso no momento em que retirava da sede dos Correios de Altamira o aparelho celular Iphone 5 e um notebook, avaliados em mais de R$ 3 mil cada. Na casa dele, foram encontrados documentos que comprovam o envolvimento com outros integrantes de uma quadrilha que atua em outros Estados, com golpes por meio de recibos de depósitos e transferências bancárias.
Também foram apreendidos comprovantes de envio de Sedex, documentos pessoais e um teclado musical no valor de R$ 5 mil. Até o dono do portal de compras teve o nome usado pelo golpista para dar mais credibilidade ao crime e enganar as vítimas, que acreditavam estar enviando o produto à venda a uma pessoa idônea. Oacusado permanece preso na superintendência da Polícia Civil em Altamira à disposição da Justiça. As investigações prosseguem. (Walrimar Santos)




