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segunda-feira, janeiro 19, 2026
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Polícia conclui inquérito do caso do avião e envia ao TRE

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A Polícia Civil do Estado de Goiás concluiu o inquérito sobre a apreensão de aeronave, R$ 504 mil em espécie e mais de três quilos de material de campanha. A ação de apreensão e prisão dos supostos envolvidos foi realizada em 18 de setembro do ano passado, no aeroporto de Piracanjuba (GO), onde quatro pessoas foram presas.

O inquérito da Polícia Civil de Goiás foi juntado ao processo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO), que investiga o governador Marcelo Miranda e o deputado federal Carlos Henrique Gaguim, ambos do PMDB, por suposto envolvimento, na época da campanha eleitoral, na movimentação do dinheiro. O processo está em segredo de Justiça em razão das informações oriundas de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico.

O procurador regional Álvaro Manzano, autor da ação, informou que o inquérito da Polícia de Goiás não abordou se o dinheiro teria relação com os candidatos e o período eleitoral, e sim investigou a suposta lavagem de dinheiro feito pelo grupo.

Até a última quarta-feira, quando concedeu entrevista  sobre o assunto, Manzano respondia pelo Ministério Público Eleitoral no Tocantins, agora à cargo do procurador George Lodder.

Manzano detalhou que o inquérito apresenta mensagens telefônicas e postagens em rede social entre Douglas, Marco Antônio Jayme Roriz, também preso na operação, e Júnior Miranda, irmão do hoje governador Marcelo Miranda. Questionado sobre o conteúdo dos diálogos, Manzano respondeu que se tratavam de combinações de encontros entre eles, mas sem quaisquer indicações de temas relacionados aos fatos que vieram a ser investigados.

Fase

O processo está, agora, na fase de instrução, faltando ouvir os delegados envolvidos na investigação Ricardo Cheire e Rilmo Braga e receber os últimos documentos da quebra de sigilo. O juiz eleitoral José Ribamar é o relator das quatro ações.

Avião

O material de campanha apreendido trazia as imagens de Gaguim e Marcelo Miranda como candidatos pela coligação A experiência faz a mudança. À época Gaguim confirmou que o material era seu e que teria o esquecido no avião, pois tinha viajado dias antes na mesma aeronave, mas para uma atividade empresarial. Porém, o procurador Manzano disse que Gaguim não contabilizou o uso do avião na prestação de contas da campanha. “O diário de bordo do avião mostra diversas viagens feitas com o Gaguim no mês de setembro, em sintonia com sua agenda de campanha”, disse Manzano.

O deputado Gaguim disse, em entrevista, que a aeronave em questão não foi utilizada na campanha eleitoral. Ele disse que o proprietário do avião, Ronaldo Japiassu, presta serviço para a empresa que tem participação e que as viagens que fez na aeronave foram para locais onde tem negócios e com objetivo empresarial.

“Houve casos que fui com avião para a cidade, trabalhei e à noite fiz alguma atividade política, mas já voltei com o avião da campanha”, disse. Ele ainda destacou que sua prestação de contas foi bastante detalhada, frisando que declaro todo o dinheiro recebido e gasto, e já aprovada pelo TRE. (Jornal do Tocantins)

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