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sexta-feira, janeiro 30, 2026
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Polícia Civil destroi 255 mil pés de maconha na região de Tailândia

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A operação Mutuca, da Polícia Civil, resultou na destruição de 255 mil pés de maconha e de cerca de 20 plantações da erva, em sete municípios do nordeste do Pará. Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (22), em entrevista coletiva na Delegacia Geral.

Participaram da entrevista os delegados João Bosco Júnior, diretor de Polícia Especializada, Hennison Jacob, da Divisão Estadual de Narcóticos, e Luís Xavier, superintendente da Polícia Civil na região do Salgado, além do tenente-coronel Simão Salim, subcomandante do Comando de Missões Especiais (CME), e dos representantes do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, os peritos criminais Edmilson Lobato e Benedito Leão.

Somente na segunda etapa dos trabalhos, do dia 17 até quarta-feira (21), a operação destruiu oito plantações e 140 mil pés em Moju, Tailândia e Concórdia do Pará. Na primeira fase, de 22 a 28 de abril, nos municípios de Nova Esperança do Piriá, Garrafão do Norte, Cachoeira do Piriá e Vizeu foram desfeitas onze plantações, com 115 mil pés destruídos. Para vasculhar a área, os policiais sobrevoaram a região no helicóptero comandado pela equipe do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp).

Para o delegado João Bosco, que coordenou a operação, na segunda etapa da operação o que surpreendeu foi a boa estrutura das plantações de maconha, o que indica que esse cultivo existia há, pelo menos, três anos na área. Em apenas uma delas, em Moju, a área usava para cultivo da erva era do tamanho de um campo de futebol, com 100 por 80 metros quadrados e estimados 30 mil pés de maconha. Somente nessa região, três plantações foram encontradas.

Segundo o delegado Hennison Jacob, o solo fértil e a água em abundância na região de Moju, Tailândia e Concórdia do Pará são fatores que contribuem para a plantação da erva. “Acreditamos que a droga era colhida de três em três meses”, disse, ressaltando que foi registrado o furto de adubo químico em uma empresa de fabricação de dendê, que pode ter sido usado no cultivo da planta.

Segundo os delegados, não foram feitas prisões, pois a presença do helicóptero afugenta os traficantes, e dificilmente há prisões em flagrante nesses casos. Para Jacob, o benefício para a sociedade com a destruição das plantações e dos pés da erva é incalculável. “É menos droga que chega às mãos de outros traficantes e consumidores”, ressaltou.

Além das plantações, foram apreendidas, nas duas etapas da operação, dez mil mudas; 81 quilos de maconha prensada; 80 quilos da erva já beneficiada; 25 quilos de sementes; duas motosserras; uma roçadeira (equipamento usada para preparar o roçado), além de mais de dez armas de fabricação caseira, que disparam um único tiro e são usadas em armadilhas no meio da mata, e munição.

Na operação, estiveram envolvidos 42 agentes, entre policiais civis de divisões e superintendências regionais do interior; militares do Comando de Operações Especiais (COE); peritos criminais e homens do Graesp. As investigações prosseguem para identificar os responsáveis pelo cultivo da planta.

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