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quarta-feira, janeiro 21, 2026
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Pesquisa diz que poluição já ameaça o Rio Tocantins

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A disposição indiscriminada dos resíduos urbanos, a partir dos esgotos, está provocando a degradação e ameaça a vida do Rio Tocantins, em trecho urbano de Imperatriz.

O alerta é do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), após trabalho de campo realizado nesse sábado (23), o qual foi acompanhado com exclusividade pelo Portal Imirante Imperatriz.

A pesquisa desenvolvida por estudantes do Curso Técnico de Segurança do Trabalho, teve por finalidade analisar o cumprimento da Resolução 430, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que dispõe sobre os resíduos liquido em cursos hídricos.

Abordo de um barco comercial, o grupo coordenado pelo geógrafo José Alencar, percorreu 4,5 km de extensão, que compreende da “Praia do Cacau” ,até o local de desemboque do riacho Capivara, em área nos fundos da “Quinta do Jacob”.

No percurso os 29 estudantes avaliaram as condições da água no desemboque dos riachos Capivara, Cacau, Bacuri, próximo a um iate e os bancos de areia conhecidos como as praias do Cacau, do “Meio” e da “Praia da Belinha”, no Estado do Tocantins.

Em todos os locais foram encontrados vestígios de resíduos urbanos, mas a situação foi pior no desemboque dos riachos como o Capivara onde os alunos flagraram três homens pescando.

“A gente se preocupa sim, mas tem que comer. A gordura quente mata tudo”, justificou o pescador Wanderson Ricardo da Silva ao ser perguntado se não estava preocupado com a saúde.

O professor José Alencar explicou que o Capivara funciona como um canal que transporta o esgoto dos bairros Santa Rita, São José, Boca da Mata e Nova Imperatriz até o rio. A grande quantidade de material orgânico, sem tratamento, acaba atraindo as espécies de pescado.

“As pessoas pegam esses peixes, não sabendo dos riscos e até por uma necessidade de alimentação, de lazer, acabam consumindo”, destacou o coordenador do trabalho de campo. O pesquisador acrescentou que em período de estiagem a tendência é pelo índice acentuado de casos de doenças intestinais e de pele devido o aumento do consumo e uso dessas áreas poluídas.

Praia do Meio

No local conhecido como “Praia do Meio”, uma área de aproximadamente 600 metros quadrados no meio do rio, foram encontradas vários irregularidades em relação ao resolução 430, do Conama.

O destaque ficou para as cadeiras e mesas de ferro, algumas enferrujadas, colocadas dentro d’água, falta de banheiros, (o ideal seriam banheiros químicos) e lixo espalhado pela área.

Praia do Cacau

Na Praia do Cacau a situação foi mais grave. Diferente da “Praia do Meio”, alguns banhistas usufruíam da área ao lado de montes de lixo.

Também faltavam segurança como guarda-vidas e banheiros químicos, segundo a anotação dos pesquisadores.
Quando o grupo estava deixando o local foi informado que uma equipe do Corpo de Bombeiros havia chegado com a promessa de fazer a demarcação da área dos banhistas.

“Observamos essa disparidade com relação ao descarte de resíduos sólidos e agora na parte de resíduos líquidos. Muita coisa que está na lei não é obedecida e não há nenhuma fiscalização e vistoria em relação a isso”, avaliou o estudante Lucas Werkthon Santos Silva.

“Nosso objetivo é cientifico e não de incriminar ou de não incriminar alguém”, ressaltou o professor Alencar.

O educador acrescentou que as informações serão sistematizadas e poderão ser publicadas em revistas cientificas e, ainda, ficarão à disposição do Ministério Público e demais instituições ligadas a defesa do meio ambiente. (Imirante.com).

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